04/08/2011

Estelionato Político em SP- Alckmin fez cortes em todas as áreas


Contra fatos, não há argumentos. Os números do governo Geraldo Alckmin (PSDB) comprovam que sua gestão praticamente “paralisou” os investimentos públicos nestes primeiros seis meses de 2011. É o que revela o artigo dos assessores da liderança do PT na Assembléia Legislativa Eduardo Marques e Emílio Lopes, economista e sociólogo, respectivamente, que publicamos com exclusividade hoje neste blog.

Os dois autores informam que, mesmo diante de um aumento de 5,47% na arrecadação em relação ao ano anterior, os investimentos estaduais executados caíram nada menos do que 52% no mesmo período. Isso, num momento em que a arrecadação cresce. De janeiro a junho de 2011, o governo estadual teve uma arrecadação superior em ICMS e IPVA (os dois principais tributos estaduais) de quase R$ 6 bilhões em relação ao mesmo período de 2010.

Também os investimentos diretos do governo Alckmin e os repasses para as empresas, 42,7% menores do que no ano passado. Enquanto em 2010 estes repasses haviam sido de R$ 1 bilhão, em 2011 eles foram inferiores a R$ 600 milhões.

Tesoura "democrática"

Os autores do artigo destacam a queda de 56,9% no valor gasto com “obras e instalações” – de R$ 2,4 bilhões em 2010 para R$ 1 bilhão em 2011. Na verdade, a tesoura de Alckmin foi democrática. Não houve área em que não tenha feito o seu estrago. Inclusive as sociais. Na educação, a queda dos investimentos foi de quase 63%. Entre os programas mais prejudicados pela medida estão os de construção de escolas e de apoio às APAES.

Na saúde, a queda dos investimentos é um escândalo em si. Os volumes caíram 71%, prejudicando principalmente as Santas Casas (entidades filantrópicas), os repasses para as organizações sociais e os investimentos nas unidades e serviços de saúde administrados pelo próprio Estado.

O mesmo deu-se nos transportes, onde os investimentos foram 56,7% menores. Com as restrições, minguaram os recursos para a duplicação e recuperação das rodovias estaduais e na ampliação e modernização dos aeroportos estaduais.

Bandeira tucana

Uma das bandeiras da administração tucana, a segurança, tampouco ficou imune aos os cortes. Os recursos da área caíram em 45,8%. Com isso, as ações de re-aparelhamento da polícia civil perderam um ritmo significativo.

Como bem dizem os autores do artigo, nestes tempos de balanço do Programa de Aceleração do Crescimento/PAC do governo federal, quando a grande imprensa apressou-se em observar que os investimentos federais foram 10% inferiores no primeiro semestre de 2011, em relação ao mesmo período de 2010, estranhamos a timidez com que a gestão do Estado de São Paulo é acompanhada pelos principais jornais.

Com blogs

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