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Os dois autores informam que, mesmo diante de um aumento de 5,47% na arrecadação em relação ao ano anterior, os investimentos estaduais executados caíram nada menos do que 52% no mesmo período. Isso, num momento em que a arrecadação cresce. De janeiro a junho de 2011, o governo estadual teve uma arrecadação superior em ICMS e IPVA (os dois principais tributos estaduais) de quase R$ 6 bilhões em relação ao mesmo período de 2010.
Também os investimentos diretos do governo Alckmin e os repasses para as empresas, 42,7% menores do que no ano passado. Enquanto em 2010 estes repasses haviam sido de R$ 1 bilhão, em 2011 eles foram inferiores a R$ 600 milhões.
Tesoura "democrática"
Os autores do artigo destacam a queda de 56,9% no valor gasto com “obras e instalações” – de R$ 2,4 bilhões em 2010 para R$ 1 bilhão em 2011. Na verdade, a tesoura de Alckmin foi democrática. Não houve área em que não tenha feito o seu estrago. Inclusive as sociais. Na educação, a queda dos investimentos foi de quase 63%. Entre os programas mais prejudicados pela medida estão os de construção de escolas e de apoio às APAES.
Na saúde, a queda dos investimentos é um escândalo em si. Os volumes caíram 71%, prejudicando principalmente as Santas Casas (entidades filantrópicas), os repasses para as organizações sociais e os investimentos nas unidades e serviços de saúde administrados pelo próprio Estado.
O mesmo deu-se nos transportes, onde os investimentos foram 56,7% menores. Com as restrições, minguaram os recursos para a duplicação e recuperação das rodovias estaduais e na ampliação e modernização dos aeroportos estaduais.
Bandeira tucana
Uma das bandeiras da administração tucana, a segurança, tampouco ficou imune aos os cortes. Os recursos da área caíram em 45,8%. Com isso, as ações de re-aparelhamento da polícia civil perderam um ritmo significativo.
Como bem dizem os autores do artigo, nestes tempos de balanço do Programa de Aceleração do Crescimento/PAC do governo federal, quando a grande imprensa apressou-se em observar que os investimentos federais foram 10% inferiores no primeiro semestre de 2011, em relação ao mesmo período de 2010, estranhamos a timidez com que a gestão do Estado de São Paulo é acompanhada pelos principais jornais.
Com blogs

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