18/11/2009

SERRA AUMENTOU EM 700% VERBA COM PROPAGRANDA E OPOSIÇÃO DIZ QUE DILMA É QUE ESTA "BLINDADA"

O Governo Serra, de olho nas eleições de 2010, depois de tirar dinheiro de serviços e obras como combate a enchentes que trás prejuízos e mortes especilmente aos mais pobres, vem dobrando a cada ano as verbas com publicidade.

Gastou R$ 202 milhões, de janeiro a agosto passados, e deverá chegar a R$ 300 milhões no fim de dezembro, para propaganda e promoção da sua administração direta.

Ao mesmo tempo, as despesas das empresas estatais com publicidade aumentaram aproximadamente 700% (Setecentos) só neste ano, comparativamente a 2008, agora sabe-se porque como as enchentes que assolam o estado, o caos no transporte público e o desastre do Rodoanel ao menos o arranham a blindagem de Serra

C/A

11/11/2009

CONFIRMADA SABOTAGEM, AGRIPINO DIZ QUE CULPA É DA DILMA

Confirmada a sabotagem no sistema eletrico brasileiro, o senador José Agripino (DEM-RN) atribuiu a ex-ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff.

Segundo disfarçou um dos interessados no "apagão" o problema foi provocado por falhas no marco regulatório do setor elétrico, elaborado à época em que a atual chefe da Casa Civil da Presidência da República ocupou o ministério (2003-2005), que beneficiaria a geração de energia velha, produzida pelas estatais do setor elétrico, em detrimento da geração de energia nova pelo setor privado, que seria vital para garantir o crescimento do país.

Especilista em atacar o governo concluiu que "mesmo com o nível das barragens alto não houve carga suficiente para atender a demanda, o que acabou provocando o 'apagão' que provocou um desmoronamento de cartas, desligando a energia do Sul e do Sudeste todo."

C/Blog

06/11/2009

TUCANO AZEREDO MENTE PARA EVITAR CONDENAÇÃO NO STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, disse há pouco que um laudo do Instituto Nacional de Criminalística confirmou que são autênticas as assinaturas do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) no recibo de R$ 4,5 milhões emitido por Marcos Valério.

“Ao tomar conhecimento desse recibo, a defesa do acusado silenciou-se por completo sobre esse documento importantíssimo. A perícia do Instituto Nacional de Criminalística confirmou autenticidade das rubricas, inexistência de fraude documental, montagem, adulteração e outros vícios”, confirmou Joaquim Barbosa.

Com Blogs

30/10/2009

Em defesa de Serra - Até a Veja ironiza o DEM:A juventude do DEM e o CQC

Você já ouviu falar da juventude do DEM? Nem eu. Mas o partido crê firmemente que ela existe e quer motivá-la.

Como? Está preparando um megaevento para a juventude do partido para este feriado de…finados. Será Blumenau, Santa Catarina.

Com o objetivo de reunir mais de 800 militantes, o partido, que vem perdendo parlamentares ano após ano, convidou o âncora do CQC, Marcelo Tas, o consultor de imagem Mario Rosa, o cientista político Antonio Lavareda, e até um líder estudantil anti-chavista da Venezuela.Os temas anunciados são basicamente: internet, a imagem dos políticos e a militância de oposição.Quem diria que um dia o Lauro Jardim, empregado da Veja, fosse escrever isso. Sinais dos tempos!

Rá rá rá, uma data bem apropriada pra reuniar a juventude dos demos! Que até pode existir, mas só na idade, porque no pensamento e nas ações representam o atraso e a senilidade da decadente elite política brasileira. Agora...Logo no dia dos finados?. Estará presente ACM e os generais da Ditadura?

Por Helna

22/10/2009

Presidentes "Golpistas" - A globo esqueceu-se de FHC para protegê-lo

A Rede Globo "esqueceu-se" do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, para como de praxe protegê-lo. Foi escandaloso, na edição do jornal nacional de 21/10 a emissora tendenciosa e partidária, citou todos os presidentes da America latina que tinham mudado a constituição para se reeleger, todavia, não mencionou FHC , simplesmente por não querer misturá-lo a: o venezuelano Hugo Chávez, o equatoriano, Rafael Correa, o boliviano, Evo Morales e o colombiano, Álvaro Uribe que já espera o terceiro mandato seguido.

Em Honduras, Manuel Zelaya foi deposto exatamente por tentar modificar a constituição como fez o tartufo Fernando Henrique. Foi um absurdo espia a reportagem a baixo.

Por Wilson Magno

16/10/2009

Estado Mínimo, Incompetente e Suspeito - Aula pública denuncia o fechamento de escolas rurais pelo governo Yeda

Aula pública denuncia o fechamento de escolas rurais pelo governo Yeda

Centenas de crianças que frequentavam as escolas itinerantes do Movimento dos Sem Terra (MST) no Rio Grande do Sul estão sem estudar desde o começo do ano. Na perseguição ao movimento, o governo de Yeda Crusius (PSDB) não só fechou as escolas que funcionavam nos assentamentos, como descumpriu o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que assinou com o Ministério Público Estadual (MPE) em que se comprometia a disponibilizar o transporte das crianças até as escolas regulares.

Na terça-feira (13), cerca de 400 crianças assistiram a uma Aula Pública em frente ao Palácio Piratini, sede do governo do Rio Grande, em protesto contra o fechamento das escolas, que funcionam no Estado há mais de dez anos.

Segundo a educadora do assentamento Conquista do Caibaté, Jane Fontoura, o objetivo da governadora do RS, Yeda Crusius (PSDB), em jogar as Escolas Itinerantes na ilegalidade é desmobilizar o movimento.

“A escola itinerante caminha conosco em todas as mobilizações, ocupações, marchas, independente de estrutura de alvenaria ou de lona. Acreditamos que qualquer espaço é local de produção de conhecimento, seja na beira de uma [rodovia] BR, seja na ocupação de alguma fazenda, seja nos acampamentos, porque o Movimento Sem Terra é um movimento de família, de homens, mulheres e de crianças”, disse Jane.

Jane conta que, apesar da ilegalidade, alguns assentamentos continuam as atividades pedagógicas e as aulas.

A educadora Ana Maria Araújo Freire, conhecida como Nita Freire, viúva do renomado pedagogo brasileiro Paulo Freire, também participou da aula pública. Nita rechaçou a ação “inconstitucional e vil” do governo de Yeda e de parte da Justiça de impedir que as crianças acampadas tenham o direito de estudar nas Escolas Itinerantes.

“Fechar escolas com desculpas disso ou daquilo é ressucitar o Estado escravocrata brasileiro, quando o trabalhador só tinha o direito de trabalhar. Eu nunca tinha ouvido falar, nunca constatei uma coisa dessas, que um Estado, para massacrar os pais, seja capaz de impingir às crianças a marginalização”, disse Nita Freire.

13/10/2009

TUCADEMOSPIGCANALHAS BLEFAM SOBRE NÚMERO DE APOIOS PARA CPI DO CAMPO

Mesmo com o pau do circo chutado por Cassel e tudo esclarecido quanto aos repasses de verbas do Incra etc aos convênios e contratos todos fiscalizados pela CGU Controladoria-Geral da União, TCU Tribunal de Contas da União ou pelo MPF Ministério Público Federal.

Os democratas partido conhecido também por integrar a trilogia os tucademopigcanalhas estariam agora "blefando", inventam outro factóide, também conhecido por mentira, dizem que já têm assinaturas suficientes para protocolar um requerimento de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Campo, com objetivos parecidos da CPI desmontada.

Disseram que: "..porém, a bancada decidiu pela continuidade das coletas de mais assinaturas para garantir "margem", para eles, suficiente de segurança que permita ter a certeza de que não haverá retiradas e que a CPIM acontecerá.

Mas, percebendo a dica de retirada da assinatura que estavam dando, tentam consertar: "mas a CPI vai acontecer, viu", quando não verdade acredita-se é que querem que os outros parlamentares pensem que a nova perseguição ao governo, esta CPMI vá sair do papel.

Do News Front

07/10/2009

MILITANTES AUTENTICOS DO PSB REJEITAM FILIAÇÃO DE PAULO SKAF

Dois militantes do PSB de Campinas (SP) recorreram aos diretórios municipal e estadual do partido em São Paulo contra a filiação do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, à legenda.

Os socialistas Marionaldo Fernandes Maciel e Jadirson Tadeu Cohen Parantinga alegaram incoerência na filiação pelo fato de Skaf representar o empresariado paulista e patrocinar o projeto que levou ao poder neoliberais que tanto mal fizeram e fazem ao nosso país.

Segundo os dois militantes, a posição neoliberal de Skaf contraria o estatuto do PSB.

Do News Front

03/10/2009

Ordem Política em Risco - PSDB, DEM e a fórmula para comprar apoio na imprensa

Algumas pessoas ainda se assustam com o modo com que Folha de São Paulo, Estadão, o Globo e Revista Veja vem atuando de forma escancarada como apensos de partidos como psdb e dem, outras já se acostumaram e perderam suas esperanças do Brasil ter uma imprensa forte, descompromissada de partidos e isentos para praticar o bom jornalismo, tão necessário em regimes democráticos.

Só que muita gente não sabe o que está por trás desse apoio desavergonhado e explícito: um dos motivos é a política adotada pelo SECOM no governo lula de distribuir melhor os gastos com publicidade do governo com a mídia regional, mais popular que os jornalões que hoje parecem viver de contratos com governos dos partidos citados acima. Com essa distribuição, os jornalões perderam receita que vinha em grande parte da concentração de gastos com publicidade que o governo FHC ostentou no seu governo, o que garantiu a blindagem observada por todos os brasileiros naquela época.

Um outro motivo para a falta de compostura da mídia corporativa são contratos realizados com governos desses partidos, como já foi divulgado em São Paulo e Distrito Federal, dos governos Serra (PSDB) e Arruda (DEM). Pois bem, a secretaria de educação de São Paulo comandada pelo ex-ministro da educação Paulo Renato fez contratos SEM LICITAÇÃO para fornecimento de assinaturas da folha e estadão, além de material educacional da Editora Abril, responsável pela publicação da VEJA, fornecida a escolas públicas do estado. No DF, Arruda fez o mesmo com a Veja e Correio Brasiliense. Se não bastasse o fato dos contratos terem sido feitos sem concorrência, ainda tem o fato de seram estas assinaturas absolutamente inúteis e supérfluas. pergunta: quem vai ler essas publicações em escolas públicas onde os alunos, quando muito costumam ler jornais populares? estariam eles interessados em fazer uma lavagem cerebral nos jovens para incutir as mentiras professadas pelo jornalismo distorcivo?

É um escândalo e tanto, mas quem se habilita a publicar? os hipócritas que posam de indignados e que vivem de benesses de estados governados por políticos que são blindados por eles mesmos?. A blogosfera independente ainda coloca o dedo na ferida, mas os barões da imprensa usam da tática do “não é comigo, eu não tenho que responder” e ignoram com nenhuma transparência as acusações de cada vez mais brasileiros, que não aturam imprensa ligada e dependente de partidos políticos.

Infelizmente a blogosfera ainda não tem o mesmo poder de multiplicação e mobilizador da sociedade, embora a cada dia mais pessoas se libertam da mídia corporativa e passam a se informar com mais frequência em blogs independentes e não financiados por governos.

O que é preciso deixar claro é que essa situação de promiscuidade entre a mídia corporativa e partidos políticos é imoral, irregular e o maor risco para a nossa frágil democracia. Com a conscientização lenta e gradual da sociedade em relação as distorções a tendência que esse tipo de jornalismo de aluguel caia no descrédito e que cada ve menos pessoas leiam ou assinem suas publicações. Se continuarem assim em algum tempo vão viver quase exclusivamente desses contratos imorais.

Por Len

24/09/2009

Dispositivo Pega Golpistas - Honduras: a prática-marrom de O Globo

Empenhada em agradar aos Estados Unidos, cujos interesses políticos e econômicos estão na origem do golpe militar que depôs a 28 de julho o presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, o comportamento da grande imprensa brasileira na cobertura da crise política subsequente naquele país está lamentável, tendenciosa e manipulada.

Com as Organizações Globo à frente, a cobertura-campanha se volta, agora, contra o governo Lula por conceder asilo em nossa embaixada em Tegucigalpa ao presidente deposto, ali refugiado há dois dias. Hoje quem se esmera na deturpação é o jornal do grupo, O Globo, com sua manchete de 1ª "Ação do Brasil acirra crise e tensão cresce em Honduras".

Nas páginas internas, porém, a manchete é desmentida pelo esclarecimento do presidente Zelaya em entrevista ao jornalão: "não dei conhecimento ao presidente Lula sobre essa situação (o asilo na embaixada). Isso foi decidido por mim assim que entrei aqui na capital de Honduras. Nada foi acertado previamente com o Brasil".

C/Blogs

18/09/2009

PF encerra investigação sem encontrar grampo. Gilmar e Demóstenes mentiram?

Um ano depois da crise que gerou o afastamento de toda diretoria da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o primeiro grande choque entre a cúpula do Judiciário com o Palácio do Planalto, a Polícia Federal terminou a investigação sobre o suposto grampo telefônico que teria captado uma conversa entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). A conclusão do inquérito, como nós já havíamos antecipado aqui, não aponta autoria do crime e nem mesmo confirma que os telefones de Gilmar Mendes e Demóstenes Torres foram mesmo grampeados.

Como o inquérito ainda está coberto pelo segredo de justiça, a Polícia Federal aguarda apenas uma autorização da Justiça Federal para explicar o resultado da investigação em entrevista coletiva.

Publicada pela revista Veja no final de agosto do ano passado, a denúncia do grampo agravou a crise institucional iniciada um mês e meio antes com a deflagração da Operação Satiagraha, que resultou na prisão do banqueiro Daniel Dantas. A notícia fez com que Gilmar Mendes adiasse uma viagem programada para a África do Sul para encontrar-se com o Presidente Lula, que ele havia prometido “chamar às falas” por causa da suposta espionagem que, àquelas alturas, a revista havia sustentado ter partido da Abin.

Estado Policial

Gilmar Mendes reforçou o discurso na TV e nos jornais diariamente sobre o “estado policial” e Lula decidiu então afastar “provisoriamente” o então diretor da Abin, delegado Paulo Lacerda, ex-diretor da PF, e toda a cúpula do órgão. Lula rendeu-se à época a uma sugestão do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que apontou a hipótese, até hoje não comprovada, de que a Abin dispunha de equipamentos para grampear telefones.Mentiu Jobim

Lacerda sangrou durante quatro meses, encostado numa sala anexa ao Palácio do Planalto, até que o governo optou por uma saída política: nomeou o delegado adido policial em Portugal, encerrando a crise antes da conclusão das investigações sobre o grampo. O delegado William Morad ouviu mais de 100 pessoas, requisitou dezenas de perícias e fez um pente fino nas centrais telefônicas do Senado e do STF para descartar as suspeitas que abalaram a República.Não encontrou nada que prove que houve grampo. Encerrou o inquérito sem encontrar o áudio que comprovaria a espionagem e nem os arapongas que teriam participado do grampo.E agora Gilmar Mendes? .Depois das primeiras conclusões da PF, de que , não havia sido encontrado nem mesmo indicios de grampo, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), e Gilmar Mendes, não tocaram mais no assunto. Os dois mentiram?

Nós fomos avisados em 2008...

A minha primeira nota sobre o caso armação Demostenes- Gilmar Mendes, foi essa aqui publicada em 3 de setembro de 2008 “Uma frase que assola Brasília no dia de hoje ...“A coisa toda pode ter sido montada, inclusive com a participação do Demóstenes e Gilmar que, junto com Marco Aurélio Mello, parecem adorar mostrar o governo Lula como ditatorial” ... Depois, veio esse aqui

Por MOVIMENTO SAIA ÀS RUAS A NÃO VOLTE AO STF

13/09/2009

Associação contra o Brasil - Lobby das múltis desdenha pré-sal para açambarcá-lo

Manobra do cartel das Sete Irmãs visa manter lei atual dos leilões criada no governo de FHC.

A melhor síntese da campanha dos últimos dias sobre o pré-sal foi a do jornalista Paulo Henrique Amorim: “eles querem meter a mão no pré-sal”. E complementa: “querem tirar a Petrobrás do pré-sal”.

Primeiro, há algumas semanas, a Esso (aliás, ExxonMobil) anunciou que não encontrou petróleo no pré-sal - não em qualquer lugar do pré-sal, mas na bacia de Santos, área em que a Petrobrás fez 11 perfurações e estabeleceu 11 poços de petróleo, isto é, onde a Petrobrás encontrou petróleo em todas as perfurações que realizou no pré-sal.

TÉCNICA

É possível – talvez até provável – que o problema da Exxon seja incompetência. Não seria a primeira vez. A especialidade da velha Standard Oil dos Rockefeller jamais foi a proficiência técnica para descobrir petróleo. Seu negócio sempre foi arrancar petróleo de quem o descobriu. Tudo indica, portanto, que a Petrobrás estava com a razão ao declarar, sobre o poço da Exxon, que “é improvável a ocorrência de poços secos na área do pré-sal na bacia de Santos”. Tão improvável é essa ocorrência que a taxa de sucesso da Petrobrás nessa área é 100%. Só a Exxon é que conseguiu uma taxa de 0%.

Mas, depois que a Exxon anunciou sua extraordinária performance no pré-sal, apareceram na mídia os arautos dos “riscos” do pré-sal. Os gângsters da “Veja” foram os primeiros.

Se há algo que demonstra eloquentemente – poder-se-ia dizer: escandalosamente – a necessidade de mudar a atual lei do petróleo é a falta de risco na exploração do pré-sal. Toda a argumentação de Fernando Henrique & outros entreguistas para concederem lotes em que as multinacionais podem ficar com o petróleo que tiram do nosso subsolo, residia nos supostos riscos da prospecção e exploração de novas áreas. Eram tão grandes esses riscos que as multinacionais até hoje não acharam nova jazida alguma de petróleo, mesmo porque somente tomaram lotes em áreas que antes eram da Petrobrás.

Quem descobriu novas reservas, e gigantescas, foi, precisamente, a Petrobrás. Depois que esta encontrou os imensos reservatórios do pré-sal, que risco existe de não achar petróleo onde todos sabem que ele existe em quantidades colossais? Logo, a lei do petróleo tornou-se insustentável no pré-sal até do ponto de vista da argumentação dos entreguistas.

DADOS

Por isso, as multinacionais - e sua imprensa escrita, falada e televisada – descobriram que o grande negócio estava não em achar petróleo, mas, pelo contrário, em não achá-lo, em dizer que os riscos no pré-sal são tais que a lei do petróleo deve continuar exatamente como está.

Há alguns dias, a campanha foi irrigada por um artigo no jornal “Valor Econômico”, logo ecoado pelo resto da turma, onde se afirmava que 32% dos poços do pré-sal “são pouco viáveis”, número, segundo o jornal, descoberto no Banco de Dados de Exploração e Produção (BDEP) da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Até mesmo o poço de Corcovado 1 – que está jorrando desde abril - era dado como seco.

A ANP respondeu, sobre Corcovado, que “a informação que consta no sítio do BDEP, como sendo poço seco e sem indícios de petróleo, está equivocada”. Entretanto, não explicou como um poço que foi sensação em todo o mundo, no seu banco de dados, consta como “poço seco e sem indícios de petróleo”. Nós sugerimos que as autoridades peçam explicações ao responsável pelo banco de dados da ANP, sr. Nelson Narciso, ex-diretor da multinacional americana Halliburton. Certamente, ele saberá explicar.

A resposta da Petrobrás é mais esclarecedora: “A partir de 2006, quando as rochas carbonáticas do pré-sal foram efetivamente comprovadas como potenciais reservatórios para acumulações de petróleo, a Petrobras perfurou 11 poços na área central da Bacia de Santos tendo estes reservatórios como objetivos principais. Todos estes poços resultaram em descobertas (taxa de sucesso de 100%)”.

Portanto, a taxa de 100% foi obtida “a partir de 2006”, quando o pré-sal foi comprovado como potencial reservatório de petróleo. Naturalmente, uma taxa de sucesso no pré-sal não poderia ser obtida antes que os reservatórios de petróleo do pré-sal fossem comprovados, pelo menos potencialmente.

Mas a realidade nunca foi obstáculo para que essa mídia exercesse sua patogênica função. Portanto, a nota da Petrobrás foi propalada como a admissão de que o pré-sal é cheio de riscos. Apegaram-se, para isso, a outro trecho da nota: “conforme divulgado no Form-20F (Relatório Anual da SEC) até o final de 2008 foram perfurados 30 poços na região do pré-sal (….) tendo sido obtida uma taxa de sucesso de 87% na comprovação de presença de hidrocarbonetos” (grifo nosso).

Uma taxa de sucesso de 87% é uma tremenda taxa de sucesso, muito acima da média internacional de 12%. Mas, para a mídia das multinacionais, isso mostra os riscos do pré-sal... Porém, não há aqui apenas ridículo – na verdade, eles estão falsificando os fatos a que a Petrobrás se refere.

CAMPANHA

A SEC, citada pela Petrobrás, é a U.S. Securities and Exchange Commission, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, que tem a mesma função da CVM daqui: fiscalizar as bolsas de valores. Como a Petrobrás, por obra e graça do governo Fernando Henrique, tem ações negociadas na Bolsa de Nova Iorque, é obrigada a enviar relatórios periódicos para a SEC – o “Form-20F”, também citado pela Petrobrás, é um deles, usado pelas companhias petrolíferas para divulgar internacionalmente suas descobertas e reservas (cf. o trabalho do diretor de Exploração e Produção da Petrobrás, Guilherme Estrella, “A Política de Divulgação de Reservas da Petrobras”).

No relatório da Petrobrás dirigido à SEC, pode-se ler: “Nos últimos anos, focamos nossos esforços de exploração marítima nas reservas do pré-sal (….). Nós perfuramos 30 poços nesta área desde 2005, sendo que 87% destes produziram descobertas de recursos de hidrocarboneto” (“Form 20-F 2008”, pág. 33).

Em suma, os 87% de sucesso correspondem aos poços perfurados depois da comprovação do pré-sal, somados aos que foram perfurados antes desta comprovação, isto é, antes de 2006, ano em que a potencialidade do pré-sal foi comprovada. A partir de 2006, os 11 poços perfurados pela Petrobrás no pré-sal da bacia de Santos foram bem sucedidos. A taxa de sucesso, portanto, depois de comprovados os reservatórios do pré-sal, não é de 87% - passou a 100%.

Os 87% propalados pela mídia não são a taxa de sucesso da Petrobrás no pré-sal, e sim a dos poços perfurados antes e depois que as reservas do pré-sal fossem comprovadas, isto é, incluindo as perfurações realizadas quando a Petrobrás estava tateando as reservas do pré-sal, sem ainda comprová-las, nem mesmo potencialmente. Algumas dessas perfurações, diz a Petrobrás, não tinham relação com o pré-sal, apenas eram na mesma área.

Não há como deixar de concordar com o ex-ministro José Dirceu em que esta é “a mais suja campanha que a mídia já fez contra os interesses nacionais e a democracia”. Dirceu observa que “tornou-se visível na mídia uma certa campanha para desqualificar o pré-sal. (….) Ontem [terça-feira], os jornais diziam que os poços perfurados na área não seriam tão rentáveis. Hoje, inclusive, o Estadão traz para a sua 1ª página uma chamada com o título ‘Geólogos dizem que índice de sucesso do pré-sal vai cair’”.

Realmente, um dia esse índice vai cair. Um dia, inclusive, o petróleo do pré-sal vai acabar. E será bem rápido se, em vez da Petrobrás, quem explorar o pré-sal for a Exxon, a Shell e outras aves de rapina.

Por CARLOS LOPES

02/09/2009

PLANEJANDO A RAPINAGEM - GRAMPO NÃO AUTORIZADO


Tucano I - Alô! Tem 2 minutinhos? Preciso muito falar com você.
Tucano II - Oi ... você tá com uma voz estranha ... teu celular é confiável?
Tucano I - Este é ... comprei anteontem, é de cartão, prá ninguém desconfiar.

Tucano II - De cartão? Que coisa mais pobre ... mas me diga o que te aflige, presidente.

Tucano I - É sobre o Pré-Sal. Você sabe que o Congresso recebeu a proposta, e o Lula discursou ontem, atacou nosso mestre supremo ... você tava lá, ouviu tudinho!

Tucano II - É ... tava lá, sim ... mas ia fazer o quê? Jantei com Lula; preciso seguir minha estratégia e aparecer o minimo possivel.

Tucano I - Pois é, presidente, vou ...

Tucano II - Já disse que não gosto que me chame de presidente, pô. Não ganhei ... ainda ... o presidente é você ... do partido, né?

Tucano I - Tá bom, tá certo. Escuta. Vou subir à tribuna do Senado e descer o cacete (sic) no projeto do marco regulatório do pré-sal. Vou bater na tecla de que 90 dias, o regime de urgência que colocaram, é pouco para a sociedade discutir. O que você acha?

Tucano II - Ótimo. Faça isso!

Tucano I - Mas tem um problema ... (inaudível) ... o mestre supremo, quando lançou o projeto de privatização das Teles e das Elétricas, fez a mesma coisa ... regime de urgência também. Tenho certeza que o Mercadante vai falar sobre isso ... vai pegar mal prá nós, entende?

Tucano II - Fale assim mesmo! Vou ligar agora mesmo para meus amigos e pedir para que não publiquem que fizemos a mesma coisa. Fale isso. Dê ênfase ao prazo, diz que o povo precisa debater o assunto com mais tempo, blá-blá-blá ... você sabe.

Tucano I - Liga, então, agora pro Frias e pede prá ele ligar pro Mesquitinha. Liga para os das tevês, também. O que não pode é a Dilma levar vantagem com isso ... é muito dinheiro que vai entrar do petróleo, e ela vai usar isso na campanha. Vai dizer que é prá diminuir a pobreza ... pobre adora comprar celular ...

Tucano II - Celular a cartão ... hahahaha .... como o teu ....

Tucano I - Vai à merda!

Tucano II - Desculpe, presidente!

Tucano I - A propósito, você falou com os caras da Suiça? Eles disseram que mandam o dinheiro prá campanha por um doleiro de confiança, através de um paraíso fiscal ... liga prá eles, não deixa a coisa esfriar ... com esse negócio do pré-sal, eles podem achar que nossas chances diminuíram e recuam ...

Tucano II - Pode deixar. Com eles eu me entendo. Já levaram muito nas obras do metrô, esqueceu?

Tucano I - Pôxa, bem que podiamos nós ter descoberto o pré-sal ...

Tucano II - A festa seria no Texas, e não em Brasilia ... demos azar! Já estaria tudo privatizado ... tinhamos a fama de privatistas ... (inaudível) ... não pode acontecer como aconteceu com o Geraldinho em 2006 ... Lula colou nele a fama e teve menos votos no segundo turno que no primeiro!

Tucano I - É ... azar ... mas, se tudo der certo, a gente leva essa eleição! Você gostou de eu ter dito, ontem, que não temos o direito de perder para a Dilma? Gostou? Hein?

Tucano II - Foi boa ... precisamos criar mais frases assim ... (inaudível) ... com efeito. Vou falar com o pessoal do marketing, eles são ótimos em criar essas coisas.

Tucano I - Tá, deixa eu ir, então. Vou prá tribuna, Zé. Liga a TV Senado prá me ver!

Tucano II - Pô, você precisa falar meu nome?

Em seguida, a ligação é encerrada abruptamente.

***
O áudio desta conversa foi gravado em midia regravável, e alguém o apagou.
Apesar do grampo ter sido feito de celular pós-pago, a qualidade é razoavelmente boa.
Os nomes não foram revelados para não comprometer os interlocutores.

O codinome tucano foi escolhida ao acaso. Poderia ter sido Urubu, Carcará ... ou qualquer outra ave rapineira.
***

Por Júlio Pegna

30/08/2009

ALTA TRAIÇÃO - PROVADO TUCANOS PRESTAM SERVIÇOS PARA CONCORRENTES DA PETROBRÁS

Uma fonte revelou que o Senador Alvaro Dias teria declarado que seu partido o PSDB está em negociação com uma empresa de Houston, nos Estados Unidos, para "auxiliar" seu trabalho na CPI da Petrobras.

E diz mais: “Foi a única empresa até agora que topou nos ajudar porque não é daqui e deve trabalhar para as concorrentes da Petrobrás. Na próxima semana devemos ter muito mais munição”.

Álvaro Dias deverá se encontrar com representantes de uma empresa petrolifera de Houston na próxima semana para fechar contrato de traição contra a Petrobras.

Dias deixou subentendido que a investigação que ficará a cargo da tal empresa pode ultrapassar a análise dos documentos enviados à CPI. Para ter o apoio e as sugestões midiáticas o senador teria adiantado sobre essa questão com jornalistas do Globo, Estadão e Folha.

Outro senador que estaria envolvido nos contatos com a empresa é Sérgio Guerra, mas ele se nega a falar sobre o assunto.

Depois de desmascarado, no twitter Álvaro Dias disfarça:

Cidadão pergunta: @alvarofdias O sr. tá sabendo do boato que o sr. vai se encontrar c/uma empresa de Houston que vai investigar a Petrobrás ?

Senador responde: @mauriciorayel Não. Deve ser algum equívoco de divulgação. Recebemos algumas propostas de trabalho. Não há definição de contratação

O texto acima fala por si, sobre a alta traição à Pátria que significa um Senador contratar concorrentes estrangeiros de potência imperialista, cuja indústria do Petróleo fomenta Guerras e Golpes de Estado.

No twitter, o Senador tucano desconversa, mas confirma que propostas existem e estão em estudo, pendentes de contratação.

Taí um assunto de lesa-patria que a CPI da Petrobrás também deverá investigar e segunda-feira, os senadores do PT precisam subir à tribuna do Senado para interpelar Álvaro Dias e Sérgio Guerra:

1) Qual o nome e endereço da empresa estadunidense que trabalha para concorrentes da Petrobrás que está fazendo lobby no poleiro tucano?

2) Quem está pagando ou iria pagar a conta desta "contratação"?

Isso apenas para começar a discussão sobre o assunto.

Blog C/Blogs

27/08/2009

Denúncia - Governo de SP deixa 400 famílias acampadas em frente à comunidade destruída por tratores

O deputado estadual Simão Pedro (PT) cobrou do governo estadual uma solução definitiva de alojamento para as cerca de 2 mil pessoas despejadas segunda-feira (24), do Parque Novo Engenho, no Capão Redondo, zona Sul de São Paulo.

Os moradores do acampamento Olga Benário, na região do Capão Redondo, na zona sul de São Paulo, estão sem ter para onde ir desde que foram despejados, na segunda-feira, por policiais da Tropa de Choque, com bombas de efeito moral. Na quarta-feira, cerca de 400 famílias continuavam acampadas em frente ao terreno de onde os tratores derrubaram suas casas.

O terreno pertence à Viação Campo Limpo, empresa de transporte urbano de São Paulo, e está penhorado para pagar dívidas da empresa com o INSS. Por não ter para onde ir, parte dos moradores resistiu à desocupação.

Cerca de 170 famílias foram para a casa de amigos e parentes. Algumas ainda estão em abrigos improvisados no próprio terreno ou contam com a ajuda da comunidade do bairro. Em uma igreja próxima, cerca de 100 crianças e mulheres foram acolhidas.

A comida foi doada por voluntários, que também arrecadaram colchões, roupas e sapatos.

C/A

21/08/2009

CORRUPÇÃO - LINA VIEIRA É SUSPEITA DE TRÁFICO DE INFLUÊNCIA E PREVARICAÇÃO

Em 2005 a Sra. Lina Maria Vieira, que era do Conselho de Desenvolvimento do Estado, participou da ATA DA 1052ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO DO ESTADO - CDE, EM CARÁTER DE COORDENAÇÃO ADMINISTRATIVA – CA, onde, entre outras coisas, se decidiu celebrar um contrato entre a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Rio Grande do Norte e a empresa Dois A Publicidade Ltda.; Objeto: Prestação de serviços publicitários.

Um dos donos da Dois A Publicidade é o Sr. Alexandre Firmino, marido da Sra. Lina:

“RIO GRANDE DO NORTE CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO DO ESTADO

ATA DA 1052ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO
DO ESTADO - CDE, EM CARÁTER DE COORDENAÇÃO ADMINISTRATIVA - CA.

Aos 16 (dezesseis) dias do mês de novembro do ano de dois mil e cinco (2005),
nesta cidade do Natal, Capital do Estado do Rio Grande do Norte, a partir das 10h00min, no Palácio de Despachos de Lagoa Nova, realizou-se a 1052ª Reunião Extraordinária do Conselho de Desenvolvimento do Estado - CDE, em caráter de Coordenação Administrativa - CA, sob a presidência da Excelentíssima Senhora Doutora Wilma Maria de Faria, Governadora, e com a presença dos seguintes Conselheiros: Vera Maria Olimpio Guedes, pela Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças; Carlos Alberto de Faria, pelo Gabinete Civil do Governador do Estado; Lina Maria Vieira, pela Secretaria de Estado da Tributação;

(...)

Processo Nº 226189/2005 - ARSEP ; Interessado: Agência Reguladora de Serviços Públicos do Rio Grande do Norte; Espécie: Minuta do Contrato a ser celebrado entre a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Rio Grande do Norte e a empresa Dois A Publicidade Ltda.; Objeto: Prestação de serviços publicitários englobando o estudo, a criação, a produção, a produção e distribuição de campanhas publicitárias avulsas conforme convênio com a ANEEL, bem como outros serviços necessários ás ações de comunicação e marketing, no valor de R$ 97.330,58, da Fonte 281 - Recursos de Convênios;”

http://www.seplan.rn.gov.br/CDE/...CDE/ Ata1052.pdf

Em 2006 a Sra. Lina Maria Vieira contribuiu com R$ 4.000,00 para a campanha da governadora do RN Wilma Faria para quem ela já trabalhou.

O curioso é que no site AsClaras (http://www.asclaras.org.br/2006/doador.php? DOCodigo=104125&rs=true ), ao contrário dos demais doadores, o nome do político beneficiado pela Sra. Lina não aparece. Pelo número de votos que o candidato conseguiu (824.101), foi até o Google e digitei “Rio Grande do Norte” + 824.101 + votos” e apareceu o nome da Sra. Wilma Faria.

Em junho passado a Sra. Lina Vieira, apesar de ser de Belo Horizonte, recebeu da governadora Wilma Faria o título de cidadã norte-rio-grandense: “Lina Vieira recebe título de cidadã norte-rio-grandense - 10.06.2009 - Laurivan Sousa".

Do Tabuleiro Político

17/08/2009

THEÓFILO SILVA - Marina e o Rei Lear

A cena final de maior impacto do teatro mundial é a do velho Rei Lear entrando no palco com Cordélia morta nos braços. Samuel Johnson, o maior ensaísta em língua inglesa, não perdoava Shakespeare por essa morte. Shakespeare matava seus personagens para que eles vivessem eternamente na mente de todos nós!
Em artigo na Folha intitulado Complexo de Lear, a senadora e ex-ministra do meio ambiente Marina Silva comparou-se a Cordélia, personagem da peça Rei Lear, a tragédia mais complexa de Shakespeare.

O enredo parece simples. Não é. Já octogenário, o Rei Lear, da Bretanha, pretendendo descansar, resolve dividir o reino entre as três filhas, em partes iguais. Na hora de fazê-lo, e na presença de todos, pede a cada uma que lhe faça uma declaração de amor. As mais velhas, Goneril e Rejane, se derramam em elogios ao velho rei. Enquanto isso, Cordélia a mais jovem, mantém-se calada repetindo pra si mesma: “Ah! Que fará Cordélia? Amar e calar”. E é isso que ela faz mesmo! Nada consegue dizer! O velho Lear, irritado com a negativa, diz para ela que: “do nada não vem nada”! Pede a ela que corrija suas palavras! Cordélia se recusa e nada faz. Pronto, a tragédia se desenha! Lear deserda Cordélia e a amaldiçoa! O rei da França se impressiona com ela e a escolhe como esposa.

Daí pra frente Lear sofre o desprezo e o abandono de Goneril e Rejane e enlouquece. Sabendo do sofrimento do pai, Cordélia volta da França, faz as pazes com ele e o acolhe. Mas, aí as brigas pelo poder já estão instaladas, começa uma guerra e Cordélia é presa e assassinada a mando do amante de suas irmãs! Lear, que deveria ser morto junto com ela, mata a golpes de espada o assassino de Cordélia e morre desesperado de dor agarrado ao corpo inerte da filha. Essa é a história.

Marina Silva se declara rejeitada por Lula, seu pai político e protetor, e o acusa de “complexo de Lear” ameaçando abandoná-lo, segundo ela diz em seu artigo, por ele “se recusar a ser o que foi um dia”. Ela deve ter suas razões pra agir assim!
Sabemos que quem dá início à tragédia é Lear, mas quem a precipita é Cordélia, que poderia evitá-la com um simples toque, era só corrigir sua declaração. Ela ama o pai! Sabe que suas irmãs são ambiciosas e perversas. Poderia ter evitado a desgraça. Mas não o fez! Por quê? Cordélia diz: “o que pretendo fazer executo antes de dizer”.
Marina se sente uma filha rejeitada, só que Shakespeare nos ensina que em questões de Estado, embora a paixão prevaleça algumas vezes, o governante não pode se dobrar a ela. Seu dever é proteger os cidadãos e procurar o melhor para eles, não havendo espaço em seu coração para escolhas que não sejam a seus olhos o melhor para seu povo. Falta a Marina essa compreensão. Lula pode até amá-la, mas não pode subordinar questões de Estado a esse amor!

Quando Cordélia se recusou a declarar seu amor pelo pai, o contrário do que faz Marina, ela ajudou a destruir a ordem do reino. Marina pode se queixar de rejeição, mas sua declaração de amor é confusa. E é o futuro marido de Cordélia, o rei da França, que afirma: “Amor não é amor quando a ele se misturam preocupações estranhas ao seu puro objetivo”. É isso que nos parece!

Theófilo Silva é Presidente da Sociedade Shakespeare de Brasília

11/08/2009

Dois Pesos - Agora a Associação Mundial de Jornais cobra Lula por censura

Os camaleões de uma tal Associação Mundial de Jornais (WAN) e um tal Fórum Mundial de Editores (WEF) agora querem que o presidente Luiz Inácio Lula interfira no Poder Judiciário Brasileiro. Se for a favor deles pode, né. Primeiro censuraram Lula por teoricamente ter interferido no Poder Legislativo quanto a "crise" do Senado mas agora em total contradição querem que Lula interfira no Poder Judiciário. Leia o texto:

A Associação Mundial de Jornais (WAN) e o Fórum Mundial de Editores (WEF), entidades que representam 18 mil publicações, 15 mil sites e mais de 3 mil empresas em mais de 120 países, enviaram ontem carta conjunta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. O texto expressa “profunda preocupação” com a censura ao jornal O Estado de S. Paulo e pede“ação”deambosparaqueadecisãosejarevertida.

Subscrita por Gavin O’Reilly, presidente da WAN, e Xavier Vidal-Folch, presidente da WEF, a carta afirma que a liminar concedida pelo desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, configura “censura prévia” e, dessa forma, o Brasil permite a violação do direito de livre expressão, que ratificou em convenções internacionais e na Declaração Mundial dos Direitos Humanos.

“Respeitosamente pedimos a vossa excelência que faça tudo o que estiver ao seu alcance para garantir que essa decisão seja anulada e que seja permitido à imprensa publicar livremente reportagens sobre todos os assuntos de interesse público”, anotam WAN e WEF. “Contamos com o compromisso do senhor para que no futuro seu país respeite todos os acordos.”

No dia 30 de julho, Dácio Vieira proibiu o periódico de divulgar informações a respeito da Operação Faktor, conhecida como Boi Barrica, da Polícia Federal, que envolve Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A imprensa brasileira deveria se mostrar indignada com este pedido explicito de intervenção nos poderes.

Blog c/agências.

06/08/2009

Gaiola sob Medida - Todos os homens (e mulheres) da Governadora tucana

A cúpula do governo demo-tucano do Rio Grande do Sul, denunciada por corrupção (improbidade administrativa):

Carlos Crusius, ex-marido da governadora

Professor aposentado da Faculdade de Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Até janeiro deste ano, presidiu o Conselho de Comunicação do governo Yeda Crusius. Após um desentendimento público entre a governadora e o ex-marido, o órgão foi extinto. É diretor do Instituto Teotônio Vilela, ligado ao PSDB.

Delson Martini, ex-secretário-geral de Governo

Ex-aluno, amigo íntimo da governadora Yeda Crusius e filiado ao PSDB, o economista trabalhou com ela no Ministério do Planejamento no governo Itamar Franco. Também atuou no Grupo Hospitalar Conceição. No início do atual governo, assumiu a presidência da CEEE e, em seguida, a Secretaria-Geral de Governo.

Frederico Antunes, deputado estadual (PP)

Formado em Agronomia, iniciou a carreira política como vereador em Uruguaiana. Hoje é deputado estadual. Já presidiu a Assembleia Legislativa e o conselho administrativo da Corsan. Foi secretário de Obras no governo Germano Rigotto.

João Luiz Vargas, ex-deputado pelo PDT e presidente do Tribunal de Contas do Estado

Advogado e jornalista, João Luiz Vargas iniciou sua carreira política aos 22 anos, quando foi eleito vereador em São Sepé. Em 1982, venceu as eleições para a prefeitura do município. Foi eleito deputado estadual em 1990 e assumiu a presidência do Tribunal de Contas do Estado em 2007.

José Otávio Germano, deputado federal do PP

José Otávio Germano é formado em Direito pela PUCRS e iniciou sua trajetória profissional em Cachoeira do Sul. Lá, atuou como advogado e professor universitário. Foi eleito vereador mais votado do município em 1988 e, dois anos mais tarde, se elegeu deputado estadual. No governo do Estado ocupou as secretarias do Transportes (1997-1998) e da Justiça e da Segurança Pública (2003-2006).

Luiz Fernando Záchia, deputado estadual do PMDB

Administrador de empresas, é natural de Porto Alegre, onde foi vereador. Ex-vice-presidente de futebol do Sport Club Internacional, elegeu-se deputado estadual. Presidiu a Assembleia Legislativa e liderou o Pacto pelo Rio Grande, projeto que buscou desenhar uma agenda mínima de consenso entre governo e oposição.

Rubens Bordini, vice-presidente do Banrisul indicado pelo PSDB

Foi aluno do casal Crusius na Faculdade de Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ligado ao PSDB, trabalhou no Grupo Hospitalar Conceição como assistente da direção e, depois, no Banrisul. Depois de passar por outros cargos no banco durante gestões anteriores, tornou-se vice-presidente após a posse da governadora. Foi tesoureiro das campanhas de Yeda. Foi envolvido em suspeitas de prática de caixa 2.

Yeda Crusius (PSDB), governadora do Estado

Formada em Economia pela Universidade de São Paulo, Yeda Crusius se mudou para Porto Alegre em 1970, após se casar com o também economista Carlos Augusto Crusius. Na Capital, lecionou na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde ocupou cargos de chefia e coordenação, além de ter sido diretora da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS. A carreira política de Yeda teve início em 1990, quando ingressou no PSDB. Durante o governo de Itamar Franco, em 1993, foi ministra do Planejamento. Também foi deputada. Concorreu à prefeitura de Porto Alegre duas vezes, mas não foi eleita. Em 2006, venceu as eleições para o governo do Estado.

Walna Vilarins Meneses, assessora da governadora

É assessora de confiança de Yeda Crusius há cerca de 15 anos. É reconhecida por membros da base como peça fundamental no gabinete da tucana. Está envolvida em fatos investigados pela Polícia Federal na Operação Solidária. Walna foi apresentada a Yeda em 1995, quando ela desembarcou em Brasília para cumprir seu primeiro mandato federal. A aproximação se deu por meio de Marcelo Cavalcante, ex-assessor de Yeda morto em fevereiro. Em 2006, mudou-se para Porto Alegre com a tarefa de ajudar na administração das contas de campanha. Walna tinha uma mesa ao lado da ocupada pelo tesoureiro oficial, Rubens Bordini.

Por: Zé Augusto

02/08/2009

No total, 37 senadores devem explicações à sociedade - Por que não cobram também de Artur Virgílio e de Efraim?

As denúncias contra o presidente José Sarney (PMDB-AP), pela lógica, só podem ser levadas adiante se todos os senadores responderem no Conselho de Ética do Senado ou na justiça pelas acusações que também os atingem.

Terão que responder seja pelas nomeações - casos dos senadores Artur Virgílio (PSDB-AM) e Efraim Moraes (DEM-PB); seja pelo uso ilegal e indevido, o desvio de finalidade das verbas indenizatórias, caso do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE); seja pelo uso de passagens por parentes, caso do senador Pedro Simon (PMDB-RS); sejam os 37 senadores beneficiados por atos secretos.

A própria Mesa do Senado tem que responder pelos seus atos e de todos os seus membros nos últimos seis anos - principalmente os três primeiro-secretários que ocuparam o posto pelo DEM, Efraim Morais, Romeu Tuma (SP) e agora Heráclito Fortes (PI).

Por que não cobram também de Artur Virgílio e de Efraim?


Poupado pela imprensa que o apresenta como paladino da moralidade no Senado, o caso de Artur Virgílio é o mais grave. Ele deve responder como réu confesso por quatro ilícitos: nomeação de seu professor de jiu-jitsu; de toda uma família em seu gabinete - sendo que um dos integrantes desta era funcionário fantasma e estudava na Europa durante dois anos; pelo pagamento do tratamento de saúde de membros de sua família pelo Senado, uma despesa de R$ 700 mil; e pelo empréstimo ilegal de USS 10 mil que tomou junto a Agaciel Maia, ex-diretor-geral do Senado, para pagar despesas de seu cartão de crédito internacional em Paris.

Outro cujas "peripécias" são esquecidas pela imprensa é o Senador Efraim Morais. Se Sarney está sendo crucificado, Efraim também tem que responder - e como tem que explicar!

Ele deve esclarecimentos pelas licitações suspeitas que comandou na 1ª Secretaria do Senado; pelo aumento de seu patrimônio; pelo rombo de R$ 30 milhões que provocou com uma só concorrência aos cofres da Casa; pela contratação de 13 parentes, inclusive filha e genro, em seu gabinete; e pela nomeação de 52 cabos eleitorais pagos pelo Senado para fazerem política para ele na Paraíba e em Brasília.

Por ZD

30/07/2009

Arthur Virgílio pode ser cassado com base no artigo 171 do código penal

Arthur Virgílio pode ser cassado com base no artigo 171 do código penal.

Não é piada.

Quando o Senador Arthur Virgílio Neto (PSDB/AM) afirmou que tomou conhecimento e autorizou um assessor a continuar recebendo salários do Senado, quando morava no exterior, por 18 meses, pode ter cometido crime tipificado no código penal no artigo 171:

Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento:

Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa.

O senador obteve para outrem vantagem ilícita (e para si também, uma vez que tratava-se de um correligionário político, o que lhe trazia, em contrapartida, vantagens políticas).

Causou prejuízo alheio, aos cofres públicos, subtraindo dinheiro que pertence à todos os brasileiros.

Manteve, conscientemente, o assessor em erro, mediante artifício, ardil.

Quando autorizou pagar salário a quem não trabalha, como se tivesse trabalhado, recorreu a meio fraudulento.

O caso do senador Arthur Vigílio é o famoso 171.

Por: Zé Augusto

29/07/2009

A UNE e os hitleristas da revista Veja

A revista Veja, inimiga hidrófoba dos movimentos sociais brasileiros, não perde mesmo a pose. Como publicação semanal, ela teve que esperar o restante da mídia atacar o 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes – a TV Globo levou um sociólogo medíocre para bater na UNE; a Folha publicou várias matérias agressivas e mentirosas; e o Estadão deu até editorial contra a entidade dos universitários. Quando foi editada, a publicação da famíglia Civita exagerou nos adjetivos reacionários e rancorosos para superar o atraso diante dos seus concorrentes.

A “reportagem” da Veja não tem sequer uma informação. É só opinião, e das mais venenosas. O repórter Gustavo Ribeiro foi mais realista do que o rei para puxar o saco dos Civita. Patético, ele afirma que a UNE “transformou-se em uma repartição financiada pelo governo para apoiar suas causas”. Ignorante, ele parece desconhecer as lutas travadas pela entidade por cortes drásticos na taxa de juros, pela exoneração de Henrique Meirelles da presidência do Banco Central, em apoio ao MST e à reforma agrária, ou em defesa do “petróleo é nosso”. Sem qualquer espírito crítico, o melancólico “jornalista” repete servilmente as teses de seus patrões. É um escravo domesticado!

Bajulador do presidenciável Serra

Noutro trecho, ele parece disputar o prêmio de “funcionário padrão” e bajulador-mor dos Civita. Afirma que “a UNE de hoje lembra o fervor patriótico da Juventude Hitlerista. Lembra também a squadristi, a tropa de choque infanto-juvenil do regime fascista italiano de Benito Mussolini. A UNE, a Juventude Hitlerista e os squadristi têm em comum a força da ausência da razão e o desejo de servir cegamente a um líder”. O hitlerista da Veja desconhece que os ativistas da UNE estão nas ruas e nas escolas lutando por um Brasil melhor e por mais verbas para a educação, enquanto ele tenta manipular e seduzir as camadas médias com seus artigos a serviço dos ricaços.

A bronca do “jornalista” é que a UNE não aderiu à CPI da Petrobras, criação dos demos-tucanos com objetivos eleitoreiros e entreguistas. Confessando suas opções políticas, ele elogia a gestão da UNE “quando foi presidida por José Serra, atual governador de São Paulo” e afirma que hoje a entidade “inova em sua servidão ao poder em troca de dinheiro”. Na verdade, Gustavo Ribeiro é que exagera no servilismo em troca de status e migalhas. Quem sabe, ele queira agradecer ao presidenciável tucano pela compra de assinaturas de revistas da Abril num contrato sinistro, que está sob investigação do Ministério Público Federal. É um puxa-saco pragmático, oportunista!

Desqualificação dos movimentos sociais

Na única “informação” sobre o 51º Congresso da UNE, a revista Veja desqualifica este fórum dos universitários – um dos representativos da sua história. Afirma que os presentes ao evento “deixaram a sua marca de rebeldia apenas depredando salas, destruindo mesas e abandonando garrafas de bebidas alcoólicas vazias e preservativos nas salas”. O deprimente “repórter” não se dignou a participar de um dos 25 grupos de trabalho que debateram vários temas de interesse da sociedade brasileira; não acompanhou as plenárias que aprovaram os planos de luta da entidade; não participou das passeatas e protestos organizados durante o congresso em Brasília.

Elitista e venal, a revista Veja preferiu criminalizar, mais uma vez, este combativo movimento da juventude – a exemplo do que faz recorrentemente contra o MST e as centrais sindicais. Para isso, a famíglia Civita acionou seu hitlerista de plantão, que envergonha a história do jornalismo e comprova que a mídia hegemônica não tem qualquer compromisso com a democracia.

Por Altamiro Borges

18/07/2009

Denúncia - Fundação Marinho faturou R$ 2,9 milhões da Petrobras às custas da UNE

O jornal O Globo vive criticando o co-patrocínio da Petrobras ao Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes).

Mas o que o Globo não conta para o leitor, é que a Fundação Roberto Marinho, usando da lei de incentivo à cultura, utilizou um valor muito mais elevador, R$ 2,9 milhões do dinheiro público, para fazer a "Memória da UNE".

Quem patrocinou os R$ 2,9 milhões para a Fundação Roberto Marinho fazer a "Memória da UNE" foi ninguém mais, ninguém menos do que a Petrobras.

Se o jornal "O Globo" acha errado, que tal fazer um editoral indignado pedindo para a Fundação Roberto Marinho devolver o dinheiro?

Por: Zé Augusto

14/07/2009

Uma Sabotagem Polítca e Econômica - Redução de IPI da linha branca é anulada em SP por de José Serra

Enquanto o Presidente Lula trabalha duro para reaquecer a economia, manter os postos de emprego nos setores que estão entre os mais afetados pela crise econômica mundial, o governador José Serra, vai na contramão e prejudica as pessoas de baixa renda. Veja mais uma do governador dos ricos:

O impacto nos preços, ocasionado pela redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) nos produtos da chamada linha branca, foi anulado no Estado de São Paulo, devido à substituição tributária de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) promovida pelo governador José Serra .

Como efeito prático, a medida acaba por anular o benefício da diminuição da alíquota do IPI, adotada recentemente pelo governo federal a fim de estimular o consumo, e acaba, aumentando em vez de diminuir preços, conforme mostra tabela a seguir da UOL

Preços no varejo paulista

Produto


Fogão de 4 bocas
R$ 890,00 Preço antes da redução IPI
R$ 830,00 Preço depois da redução do IPI
R$ 908,00 Preço depois da redução do IPI com substituição tributária (ICMS) do José Serra

Geladeira com freezer
R$ 1.400,00 - Preço antes da redução IPI
R$ 1.240,00 - Preço depois da redução do IPI
R$ 1.350,00 - Preço depois da redução do IPI com substituição tributária (ICMS) de José Serra

Por: Helena™

04/07/2009

Cruzius Credo tira isto daqui - Investigação da governadora pelo MPF reforça necessidade de CPI

Para a deputada Stela Farias (PT), o anúncio de que a governadora Yeda Crusius está sendo investigada no âmbito criminal pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, no Ministério Público Federal em Brasília, reafirma a necessidade de abertura da CPI na Assembleia para esclarecer de uma vez por todas a sociedade gaúcha sobre as sucessivas irregularidades do governo. Trata-se, na avaliação da deputada, de mais um fato, de uma evidência qualificada.

O expediente na Procuradoria-geral da República não é uma invenção ou um delírio da oposição, é, em tese, uma evidência qualificada da prática de um crime pela governadora. “É mais um fato que novamente confirma, por outra fonte, e cumulativamente, que aí tem!

Gostaria de saber quantos crimes são necessários para uma CPI? Estamos diante de um governo que envergonha os gaúchos. Esperamos que os atilados deputados estaduais não sigam o mesmo caminho” afirmou Stela.

Do Inimigo Público

29/06/2009

SENADOR ENVOLVIDO NAS MARACUTAIAS DISFARÇA PEDIDO INVESTIGAÇÃO

Virgílio quer investigação de primeiros-secretários durante gestão de Agaciel Maia como diretor.

O líder do PSBD no Senado, Arthur Virgílio (AM), afirmou há pouco que é preciso investigar “de forma séria” todos os ex-primeiros-secretários que estiveram no cargo durante a gestão do ex-diretor-geral Agaciel Maia.

Ele disse, ainda, que os presidentes que estiveram à frente da Casa no período de 14 anos em que Agaciel foi diretor-geral também devem ser investigados.

“Temos que saber quais são os senadores corruptos que apoiaram esse cidadão”, afirmou Virgílio. O tucano também apresentou um requerimento cobrando explicações sobre os gastos da instituição com o tratamento médico de sua mãe, que morreu em virtude da doença de mal de Alzheimer.

O pedido foi feito em virtude das denúncias, publicadas pela revista IstoÉ, de que o Senado teria pago, irregularmente, parte do tratamento da mãe do senador.

Segundo Virgílio, se houve irregularidade no pagamento do tratamento de sua mãe foi praticada por Agaciel. “Esse senhor é corrupto até quando me acusa. Até quando me acusa ele é corrupto”, afirmou.

Da tribuna, Virgílio ainda apresentou vários documentos que comprovariam que ele não foi beneficiado pelo ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia durante uma viagem que fez com a família à França.

De acordo com o senador, os gastos de sua família com hospedagem ficaram em torno de 3,2 mil euros. Disse ainda que Carlos Homero Vieira Nina, seu amigo e lotado em seu gabinete, a quem recorreu durante a viagem, procurou Agaciel para resolver o problema, mas sem seu consentimento.

Virgílio contou que, depois de ter tido dificuldades em pagar contas em virtude do bloqueio de seu cartão de crédito, ele pediu a Homero, que é casado com uma funcionária do Banco do Brasil, que resolvesse seu problema. Mas o amigo teria pedido a ajuda de Agaciel.

O senador voltou a pedir a demissão e a prisão do ex-diretor do Senado.

C/A

25/06/2009

Escândalo - Gabeira usou verba indenizatória para contratar empresa da mulher

O deputado Fernando Gabeira (PV/RJ) usou R$ 20 mil da verba indenizatória para contratar a empresa Lavorare Produções Artísticas, que pertence à sua mulher, Neila Tavares, para montagem de um portal na internet, em 2004. Na época do contrato, Neila era sua namorada. De vários anos.

Gabeira informou que encerrou o contrato com a Lavorare depois que passou a viver com Neila, em 2005. “No momento em que passei a morar com ela e a dividir as despesas domésticas, deixei de contratar a empresa”, afirmou. Mas a produtora continuou a prestar serviços para as campanhas de Gabeira. Em 2006, recebeu R$ 112 mil. Na campanha para a Prefeitura do Rio, em 2008, R$ 38 mil.

Do Hora do Povo

15/06/2009

Do Amigos do Presidente - PSDB se prepara para detonar Ciro

Antes de ter seu nome oficializado como candidato ao governo do Estado de São Paulo por uma coligação envolvendo o PSB, o PT e o PDT, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) já fornece um estoque de munição considerável para os adversários o atacarem. Ao longo da última década, o ex-governador cearense e ex-ministro da Fazenda no governo Itamar Franco declarou repetidas vezes que um dos maiores problemas do país é a elite econômica paulista . Mesmo tendo nascido em Pindamonhangaba (SP), a cidade natal do ex-governador paulista Geraldo Alckmin. Os tucanos já tem pronto o discurso. Outros partidos que disputarão o governo estadual, em especial o PSDB, que lutará para ficar mais quatro anos no , querem pregar em Ciro a pecha de "estrangeiro" que não gosta de São Paulo .

Nos três partidos pelos quais transitou nos últimos 20 anos, Ciro sempre foi enfático em suas criticas ao empresariado paulista. Para ele, seu Estado natal, sempre colocou seus interesses particulares à frente dos interesses da federação. Não são raras as frases do ex-governador cearense afirmando que o país é comandado por empresários paulistas. Em muitos desses episódios Ciro Gomes usou de sua conhecida verborragia para criticar os donos do capital do Estado mais rico.

O tucanos também avisam que vão usar essas declarações de Ciro, durante a campanha eleitoral 2010. Uma das mais controversas declarações de Ciro ocorreu em 2001, quase no fim do segundo mandato de FHC. Comentando sobre uma reunião que o então presidente havia tido com empresários paulistas, Ciro comparou o encontro a uma reunião da Operação Bandeirantes, a Oban, grupo paramilitar criado para combater movimentos de esquerda durante a ditadura militar.

Um ano depois, durante a campanha presidencial, Ciro voltou à carga, afirmando que o país ainda continuava sendo comandado por barões, sendo os atuais ligados ao sistema financeiro. "O atual modelo que concentra uma oligarquia de barões paulistas no poder precisa ser destruído", afirmou o então candidato à sucessão de FHC em comício na cidade mineira de Sabará.

As críticas de Ciro ao empresariado paulista remontam até mesmo ao tempo em que era aliado de FHC, na época candidato à Presidência da República, com o apoio de toda elite econômica. O então ministro da Fazenda afirmara publicamente que os empresários de São Paulo estariam em complô contra o Plano Real.

As críticas à elite econômica de São Paulo continuaram ao longo dos últimos anos. Em 2006 Ciro Gomes afirmou que a "tragédia do Brasil é a classe dominante paulista". A declaração foi motivada pelo fato de o deputado federal ter encontrado em um teatro de São Paulo a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy, o atual secretário de cultura do Estado de São Paulo, João Sayad, e o governador de São Paulo José Serra. "Em São Paulo o PT e o PSDB são a mesma coisa", disse ele na época. Em tucano, já avisou que todos esses discursos de Ciro estão bem guardados para quando Ciro se declarar candidato.

Apesar de todas as críticas feitas à elite econômica paulista,(das quais eu concordo), Ciro recebeu mais de dois milhões de votos em São Paulo quando concorreu à Presidência da República em 2002. Percentualmente, teve um desempenho em São Paulo muito próximo de sua média nacional. Enquanto recebeu em todo o país 12% dos votos válidos, foi escolhido por 10% dos eleitores paulistas.

E você querido leitor, concorda com as declarações de Ciro Gomes? Acha que tais declarações tiram votos?

Por: Helena™

10/06/2009

SUPREMA DEFICIÊNCIA MORAL - GILMAR MENDES É FLAGRADO ESTACIONANDO CARRO EM VAGA DE DEFICIENTES!! QUE LIXO!

Gilmar Dantas flagrado roubando vaga de deficiente põe culpa no chofer
Estudantes de jornalismo da Universidade de Brasília flagraram durante um mês de observação os carros oficiais do presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, várias vezes tomando as vagas destinadas a deficientes físicos da UnB.

As estudantes de jornalismo Sacha Brasil e Maria Scodeler, da Universidade de Brasília, fizeram uma tocaia de quase um mês e flagraram os carros oficiais do presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, estacionados, várias vezes, nas vagas destinadas a deficientes físicos da UnB. Mendes dá aula de Direito Constitucional na Faculdade de Estudos Sociais Aplicados às segundas e quartas-feiras, das 10 horas às 11h50. Para tal, além do carro oficial com motorista que o conduz, se faz seguir por um outro, com seguranças. São dois Ômegas pretos, de última geração, um luxuoso comboio para que, enfim, o ministro saia às ruas.

De acordo com a matéria do Campus, jornal laboratório da UnB, o desrespeito perpetrado pelos carros de Gilmar Mendes é recorrente. As repórteres que assinam a matéria procuraram a assessoria de imprensa do STF que, primeiro, respondeu informalmente não haver problema algum na infração, haja vista os motoristas ficarem dentro dos carros. Logo, imaginou algum gênio da assessoria, bastaria aos deficientes (inclusive cadeirantes) arranjar um jeito de avisar os caras para saírem da vaga. Isso, é claro, se eles não estiverem em sono profundo ou em animada conversa, enquanto esperam o patrão. Logo depois, veio a resposta oficial: Gilmar Mendes, indignado com a delinqüência de seus motoristas de comboio, mandou abrir um inquérito administrativo. Tanto tempo indo e voltando nos Ômegas do Supremo, nunca tinha reparado o atrevimento dos choferes.

Então, eu pergunto: é legal usar carro oficial do STF, durante horário de expediente, para levar ministros para darem aula? Todos os ministros do Supremo podem e fazem isso? E para quê um carro cheio de seguranças? Do que tem medo Gilmar Mendes?

Minha sugestão às formidáveis repórteres do Campus: acompanhem de perto esse inquérito administrativo, peçam acesso aos depoimentos dos motoristas, exijam saber o resultado. No mínimo, vocês vão se divertir um bocado.

Blog com Brasília Eu Vi

06/06/2009

A Justiça é Cega - STF não tem regra para apurar "desvios éticos" de juízes

Se no Congresso Nacional as probabilidades de arquivamento de denúncias parecem ser regra, no Supremo Tribunal Federal (STF), mais alta corte do País, não existem sequer registros na história recente de quaisquer tipos de sanções contra magistrados por desvio de ética. Não pelo obrigatório dever ético de cada ministro, mas pela falta de previsão legal caso um dos magistrados "saia dos eixos" e descambe para meandros pouco republicanos.

Em 2002, por decisão do ministro Marco Aurélio Mello, então presidente do STF, foi criado o Código de Ética dos Servidores do Supremo e a Comissão de Ética, responsável por definir restrições, direitos e deveres das pessoas que trabalham no Tribunal. Não há, no entanto, nenhuma referência a penalidades para eventuais deslizes de ética dos magistrados.

Para Marco Aurélio, ainda que a sociedade passe por um momento de "caça às bruxas", com a sucessão de escândalos principalmente envolvendo o Congresso Nacional, não é possível criar uma instância para vigiar a Suprema Corte e tampouco instituir um ministro para atuar como corregedor e poder fiscalizar a postura dos demais.

"O código não é para os ministros. Foi criado para os servidores. Presume-se que ministros não cometam nenhum deslize no campo ético. Acredito que cada qual deva examinar o procedimento (que toma). Nessa época de caça às bruxas, o pressuposto é que não cometa qualquer ato discrepante", avalia.

Na recente história do STF, o caso que causou mais mal estar entre os ministros foi a discussão entre Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes, em que o primeiro ministro acusou o presidente da Suprema Corte de estar "destruindo a Justiça" do País e de "não sair às ruas" para conhecer a realidade das pessoas comuns. Duas representações pedindo explicações a Barbosa chegaram a ser enviadas para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em vão: o colegiado não tem poder para pedir esclarecimentos de ministros do STF. O caso completo foi enterrado com uma nota de apoio a Gilmar Mendes assinada pelos demais integrantes do Supremo.

Depois do episódio do bate-boca, por decisão exclusiva de Mendes não foi levada adiante outra denúncia, desta vez contra o ministro do STF Carlos Alberto Menezes Direito, cujo nome surgiu como parte de um esquema de facilitação para que familiares e amigos dele tivessem acesso a tratamento VIP em embarques e desembarques internacionais no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Mendes disse na ocasião não ver razão para se apurar o caso e encerrou a discussão.

Por Paulo Nei

01/06/2009

A SERVIÇO DOS TUCANOS ABUTRE MIDIÁTICO CAI NA PRÓPRIA ARMADILHA

A ânsia de tentar atingir Lula foi tão grande, como um, insensível que esqueceu, ou fingiu que esqueceu, que Lula já estava viajando quando da notícia da desaparecimento do avião.

Tá comprovado, é verdade:

"Quem trama desventuras para outros estende armadilhas para si." Esopo

Abutres atacam de novo:

Mais uma tragédia, a queda de um avião da Air France, e quando todos deveriam estar consternados, a oposição jornalística repete o deplorável episódio dos acidentes da TAM e da GOL, e querem tirar proveito eleitoral, em completo desrespeito às vítimas.

São abutres que estão, cinicamente, buscando argumentos para explorar a tragédia e testar novas hipóteses sobre o "caos-aéreo", em completo desrespeito às vítimas e seus familiares, querendo, à força, envolver o nome do presidente Lula em um trágico acidente, que nada tem de político.

A Helena já adiantou o fato na nota abaixo. Nosso repúdio continua.

É deplorável a nota desse blogueiro:
Pegando o gancho no fato do presidente da frança, Sarkozy ter ido ao aeroporto, o blogueiro se empolgou ao enxergar ali uma oportunidade para atacar o presidente Lula.

Primeiro publicou uma mentira, uma barrigada, ao dizer que o presidente teria preferido viajar para a posse em El Salvador, em vez de prestar solidariedade às vítimas indo ao aeroporto. O desmentido, o próprio blogueiro foi obrigado a publicar, como "correção" no fim do texto (ver figura), pois estava em desacordo com a notícia do próprio portal Globo, onde hospeda aquele blog.

Outra barrigada foi quanto ao número de Brasileiros, que o barrigueiro diz ser 80, e a Air France já disse ser 56.

Persistindo no erro, e na exploração política indevida da tragédia, o blogueiro ainda insinua que "Nada impede que [Lula] volte a qualquer momento, caso queira".

Ora, o governo Lula já manifestou condolências, disponibilizou aviões da FAB e embarcações da Marinha para fazer busca ao avião desaparecido, desde que foi comunicado. É descabido comparar com Sarkozy.

A Air France é uma empresa francesa, a fabricante do avião Airbus é francesa, a maioria dos passageiros são franceses, e a Europa vive sob tensão de ataques terroristas (o que está sendo considerado pouco provável, mas ainda é cedo para descartar todas as hipóteses).

No Brasil, a tragédia é um acidente, não tem conotações políticas, e nem o mais reacionário neocom cogita um ataque terrorista perpetrado por brasileiros.

No momento as famílias dos passageiros brasileiros não querem saber de atos políticos, querem informações. Querem que a FAB faça o que está fazendo, buscas. Há quem ainda tenha esperança de encontrar sobreviventes, ou de algum familiar que iria viajar e não tenha embarcado, ou cancelado o vôo. Não faz o menor sentido cobrar do presidente do Brasil a presença no Aeroporto do Rio, de onde saiu o avião. Só pela cabeça de abutres, que só pensam em se dar bem eleitoreiramente, que se passa uma idéia dessas.

Por: Soldadonofront, Zé Augusto e blog

29/05/2009

VARGAS LlOSA - E A MERECIDA RECEPÇÃO A UM GOLPISTA

Uma comissão do Senado brasileiro pedirá que a Venezuela apresente "explicações" pela retenção do escritor peruano Mario Vargas Llosa no aeroporto de Caracas, que qualificou de "humilhação", informaram hoje fontes parlamentares.

O pedido de explicações à Venezuela, formulado pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, deverá ser tramitado pelo Itamaraty e se refere à retenção sofrida por Vargas Llosa no aeroporto caraquenho, ao chegar ao país para participar de um fórum que reúne intelectuais e políticos conservadores.

"Não é um protesto, mas de um pedido de explicações", porque Vargas Llosa "é um ícone da literatura" e de tendência política liberal, "mas é um democrata", disse o senador Cristovam Buarque, de quem partiu a iniciativa.

A Comissão de Relações Exteriores do Senado debate atualmente o tratado de adesão da Venezuela ao Mercosul, mas Buarque esclareceu que, apesar das explicações solicitadas, seu parecer ainda é a favor da incorporação desse país ao bloco formado Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

Segundo Buarque, o escritor peruano foi "humilhado" pelas autoridades do aeroporto internacional de Maiquetía, a 30 quilômetros de Caracas, que o retiveram durante 90 minutos.

No Encontro Internacional Liberdade e Democracia, realizado até hoje na capital venezuelana, também participam cerca de 50 personalidades, entre as quais também estão o ex-presidente boliviano Jorge Quiroga, o ex-chanceler mexicano Jorge Castañeda e o escritor Álvaro Vargas Llosa, filho do autor peruano.

Nesta quinta-feira, na primeira jornada do congresso, as críticas a Chávez foram abundantes, a quem vários dos participantes acusaram de pretender instalar na Venezuela uma "ditadura comunista".

C/A

27/05/2009

AÉCIO NEVES: ALÉM DE SER UM ROBIN HOOD ÀS AVESSAS, NOSSO ALCAIDE FAZ ESTÁGIO PARA DITADOR

A campanha “Minas protege os grandes contribuintes e penaliza os pequenos”, veiculada pelo SINDIFISCO-MG no mês de maio em todo o Estado, através de cartazes, panfletos e outdoors, foi mais uma vez censurada. Em Belo Horizonte e Juiz de Fora, quatro outdoors foram cobertos. Mais um atentado do governo mineiro contra a liberdade de expressão! E tão nocivo quanto isso é uma política tributária que estabelece privilégio para alguns, em detrimento de muitos.
Dentro das ações de imagem (foco no governo), o cartaz com os dizeres acima já havia sido censurado pela SEF/MG e, para denunciar essa arbitrariedade, se transformou em outdoor, veiculado na capital e em 13 municípios mineiros.

OS FATOS

Em Belo Horizonte, dos 10 outdoors afixados, um foi censurado: a placa, localizada no muro da Escola Estadual Professor Leon Renault, foi inicialmente coberta e retirada no dia seguinte. A justificativa da empresa responsável é que “de acordo com a legislação vigente é proibida a veiculação de cunho político nas escolas, e a diretora da Escola Leon Renault mandou retirar o anúncio”.

Em Juiz de Fora, os três outdoors afixados foram cobertos. A alegação da empresa: “... sei que temos de respeitar o direito de expressão e comunicação, mas não podemos transmitir mensagens que prejudiquem a imagem de qualquer entidade ou pessoa. Somos responsáveis pelas mensagens transmitidas devendo ser verdadeiras. Neste caso estamos acusando o Governo de Minas sem provas. Precisamos cobrir os cartazes pois nos reservamos o direito de não veicular campanhas deste teor”. Vale ressaltar que o prefeito Custódio Mattos é do PSDB, e, segundo a empresa, “tem canal direto com o Governador”.

A REAÇÃO

“A censura, mais uma vez da mesma mensagem, demonstra que estamos incomodando o governo, bem como a importância da nossa campanha”, avalia a diretoria do SINDIFISCO-MG.

O SINDIFISCO-MG está questionando as empresas responsáveis pela veiculação dos outdoors pela “cobertura” das nossas mensagens e tomando as medidas jurídicas cabíveis.

Em resposta à censura imposta, o SINDIFISCO-MG irá veicular mais outdoors em todo o Estado.

Novas denúncias serão feitas: nas estradas, o caminho aberto para a sonegação com o fechamento de Postos Fiscais; nas cidades, o alto imposto estadual sobre energia elétrica em Minas (30%) comparado com São Paulo (25%) e Rio de Janeiro (18%).

COLEGAS: Vamos reagir! Denuncie! Participe da nossa Campanha de Panfletagem Eletrônica (COMANDO DE MOBILIZAÇÃO Nº 26) em defesa da Justiça social e da liberdade de expressão.

Do Lingua de Trapo

21/05/2009

UMA MENTIRA DESLAVADA - FHC DIZ QUE O PSDB NÃO QUER PRIVATIZAR A PETROBRÁS

Depois de declarar em 2006 que “não sou contra a privatização da Petrobrás”, Fernando Henrique soltou nota na terça-feira dizendo que o PSDB não tem intenção de privatizar a estatal. E lembrou quando da discussão da emenda para quebrar o monopólio estatal do petróleo enviou uma carta ao Congresso comprometendo-se a não privatizar a empresa e que ela manteria algumas áreas.

Ele só não disse que na época o que interessava às múltis era a quebra do monopólio e a destruição da estatal - a primeira ele fez, a segunda tentou bastante. Dizer que não ia privatizá-la não significava nada. Representava apenas uma manobra para conseguir que o Congresso aprovasse o fim do monopólio estatal.

C/ Hora do Povo

18/05/2009

SENADOR TUCANO CAI NA PRÓPRIA ARMADILHA - ALVARO DIAS ACUSADO DE VAZAR DOSSIÊ É O PRINCÍPAL SUSPEITO

Já no Séc. VII a VI a.c. profetizou o pensador e filosofo Esopo: "Quem trama desventuras para outros estende armadilha para si". Segundo comentáristas políticos e a situação/armadilha que se encontra o senador Alvaro Dias. Os governistas querem - precisam para solucionar a caso, que o senador paranaense agora vá à CPI dos Cartões e diga quem foi o servidor da Casa Civil que repassou as informações sigilosas do dossiê para a imprensa.

A base do governo quer saber como foi parar nas mãos da imprensa um dossiê com despesas sigilosas com cartões corporativos do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Apontado como o responsável pelo vazamento das informações, o senador admitiu ontem ter tido acesso ao documento, mas disfarçou não respondendo se foi ele - apesar de todos indícios, que repassou à revista Veja e ao jornal Folha de S. Paulo informações da lista de gastos de FHC durante os anos de 1998 e 2001. No intuito de responsabilizar o Planalto a a Casa Cívil.

O fato do senador ter declarado durante pronunciamento na tribuna do senado, onde confessou que viu o dossiê antes de ser publicado pela imprensa o faz o princípal suspeito.

Diante da pressão dos senadores para forçar o tucano a revelar o nome de quem vazou os dados sigilosos, vejam só, o tucano recorreu à Constituição Federal, que garante a deputados e senadores o direito de usar informações recebidas sem citar a origem e usá-las como achar conveniente. Disfarçou ainda “Não me cabe indicar quem montou o dossiê, mas cobrar providências em relação a mais esse escândalo”.

Dizem que esperar que este assunto, juntamente com outra acusações de grampos de conversas de um senador do Demo com um ministro do Supremo Tribunal Federal tenhão o mesmo tratamento por parte da base do Governo.

Do Blog

14/05/2009

Governo esvazia terror da oposição; mas bancos saem ganhando

A decisão do governo sobre a alteração da remuneração da caderneta de poupança esvaziou a propaganda da oposição que o acusava de querer prejudicar o pequeno poupador. Porém, ela é insuficiente para resolver o problema estrutural das altas taxas de juros do Brasil e ainda beneficia as instituições financeiras gestoras de fundos de aplicação e os grandes investidores, pelo menos durante o ano de 2009.

A necessidade de se alterar a remuneração da poupança frente à esperada queda na taxa básica da dívida pública é de fácil entendimento. Já os mecanismos do nosso sistema financeiro, responsáveis por criar essa situação, não são nada simples de compreender. Esses mecanismos colocam a nossa estrutura de juros de cabeça para baixo, fazendo com que a dívida federal pague a maior taxa de juros do mercado financeiro, enquanto as aplicações feitas nos bancos remunerem menos, garantindo aos bancos, estruturalmente, os enormes ganhos que apresentam todos os anos, independente das condições econômicas internas.

O problema imediato é que os fundos de investimento de renda fixa, que aplicam em títulos federais, têm como sua remuneração de referência a taxa Selic, mas seus investidores pagam sobre seus ganhos imposto de renda de até 22,5% e ainda uma taxa de administração ao banco administrador do fundo que varia entre 1% a até 4% (na média 2,10%). Já a caderneta de poupança tem por remuneração legal uma taxa juros fixas de 0,50% ao mês (6,17 ao ano), acrescido da TR (taxa de referência de juro), uma parte variável que representa uma fração da média da taxa de juros dos CDBs (certificado de depósito bancário).

A remuneração da poupança é menor que a dos fundos de renda fixa, mas por serem isentas de imposto de renda e de taxa de administração, pode se tornar mais vantajosa caso a taxa básica fique abaixo de 10% ao ano, como se espera que aconteça em breve. Caso isso ocorra, haverá uma fuga especulativa dos fundos para a poupança, prejudicando o financiamento dos títulos federais e criando instabilidade para os financiamentos do SFH.

O problema seria mais simples de resolver se fosse possível tributar os ganhos dos grandes aplicadores na poupança já este ano, mas isso não é possível. A Constituição proíbe que impostos sobre rendas do capital e a propriedade possam ser aplicados no mesmo ano de sua alteração, exceto se for para beneficiar o contribuinte.

O que fez o governo, então? Caso a taxa Selic caia abaixo de 10% este ano, vai reduzir o imposto de renda dos aplicadores em fundos – apenas em 2009 – e, só em 2010, aplicará aos ganhos decorrentes de saldos de poupança superiores à 50 mil reais o mesmo imposto dos fundos. Essa solução é efetiva e não prejudica os poupadores, embora, obedecendo as normas legais que protegem as rendas de capital acima das do trabalho, acabe por beneficiar o médio e grande aplicador financeiro, em 2009, permitindo ainda aos bancos continuar a cobrar suas gordas taxas de administração.

A solução é efetiva porque permite sinalizar uma redução da taxa básica para 7,8% até o final de 2009, uma taxa mais baixa do que a efetivamente esperada. Como o imposto de renda máximo de 22,5% pode ser reduzido até zero neste ano, e com uma TR que tende a zero, o ganho da poupança deverá ser a da taxa de juros fixa de 6,17%, enquanto a taxa Selic — a uma taxa básica de 7,8% — pode remunerar os fundos em cerca de 7,77%, desde que a taxa de administração caia para um máximo de 1,60% (frente aos 2,10% atual).

Mesmo assim, os bancos ainda estarão praticando uma taxa de administração três vezes superior à média de outros países! Caso os bancos não reduzam sua média da taxa de administração, a taxa básica só poderá recuar até dezembro em cerca de 8,27% (6,17+2,10), mesmo assim ainda abaixo do que se prevê.

Ou seja, a medida efetivamente concede ao Banco Central o espaço para reduzir a taxa básica, mas os bancos e os grandes investidores, pelo menos neste ano, não perderão quase nada. Todo o custo sairá do Tesouro federal. Na prática, quem pagará mais pela manutenção do refinanciamento dos títulos federais será o próprio governo e, por extensão, aqueles cidadãos mais pobres que dependem mais dos serviços públicos para tocar suas vidas.

Por Lecio Morais

11/05/2009

Caixa 2, Morte e Yeda Crusius; gravações comprometedoras

Além dos gaúchos, que puderam ler e tiveram a informação através do blog da Rosane de Oliveira, no jornal Zero Hora, vocês do restante do país tiveram conhecimento do último escândalo envolvendo a governadora tucana do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius?

É, quem assina ou comprou na banca a VEJA, também, teve conhecimento. A revista ouviu parte das gravações em que o empresário Lair Ferst - um dos principais arrecadadores de recursos para a campanha de Yeda em 2006 - conversa com Marcelo Cavalcante, ex-assessor da governadora, que também cuidou desse dinheiro e que apareceu morto, boiando no Lago Paranoá, em Brasília, em fevereiro pp.

VEJA traz também uma entrevista da viúva de Marcelo, Magda Koegnikan, na qual ela afirma que o marido recebeu R$ 400 mil já depois do 2º turno, repassou-os ao marido da governadora, Carlos Crusius, que com esse dinheiro teria comprado a mansão em que Yeda mora em Porto Alegre. Magda diz que Marcelo ia confirmar isso quando apareceu morto.

História de Arrepiar

A revista dá em detalhes a história. É de arrepiar! O pior é que quando a gente imagina que a governadora gaúcha se superou e não virá mais nada escandaloso de tão alto teor explosivo, ela se supera e vem com mais um.

É como disse há poucos dias, em Brasília, uma amiga jornalista amiga: ninguém, nem entre adversários, nem entre aliados, tem tão alta capacidade de se enredar e desencadear um escândalo por semana quanto a governadora Yeda Crusius, e de seguir em frente, impassível e impávida, como se não fosse com ela nem tivesse explicações a dar aqueles que a elegeram.

Que ela seja assim, vá lá, mas não posso deixar de fazer a pergunta: onde está o PSDB nacional? Onde estão seus líderes? Como vão explicar ao país suas declarações e campanhas falsas contra Caixa 2, e a postura moralista-udenista que assumiram nos últimos anos de guardiães da ética e da moral?

Isso sem falar nos casos abafados do governo José Serra em São Paulo, como os da Nossa Caixa, da Alstom e tantos outros. Com a palavra o PSDB, o grão-tucanato.

07/05/2009

NOVA VERSÃO DA DENÚNCIA DE QUADRILHA NO SENADO NÃO DEVE MUDAR INICIO DE INVESTIGAÇÕES

A Policia Legislativa do Senado divulgou nesta quinta-feira (7) uma NOTA sobre o depoimento prestado por João Carlos Zoghbi e Denise Zoghbi na quarta-feira (6). João Carlos é acusado de criar empresas de fachada para intermediar empréstimos consignados entre o Banco Cruzeiro do Sul e os servidores do Senado Federal.

Em entrevista à revista Época, ele e sua esposa, Denise, declararam que há no Senado um esquema irregular de contratações de empresas terceirizadas, que seria liderado pelo ex-diretor-geral, Agaciel Maia. Além disso, eles insinuaram conivência de senadores nesse esquema.

No depoimento concedido à Polícia Legislativa, no entanto, o casal negou as denúncias, o que não deve modificar nada a situação e investigação dos citados na matéria.

C/A

04/05/2009

CONFIRMADO A(H1N1)@!*#?/*$ SE ALASTRA ENTRE GLOBAIS

SUSPEITA-SE QUE A ORIGEM DESTE VÍRUS SEJA A CONTRARIEDADE CULTURAL, IDEOLOGICA E POLÍTICA ATUAL QUE OS AFLIGEM.

ATENÇÃO: FIQUE TRANQUILO SÓ É TRANSMITIDO DENTRE IGUAIS.


1_7_1 com Língua de Trapo

02/05/2009

Exageros sobre pandemia servem turbinar vendas da Roche

Droga de eficácia contestada é apresentada como solução contra a gripe.

As duas multinacionais que têm seus produtos indicados pela OMS, Roche e Glaxo,
estavam amargando perdas sucessivas de suas ações nas bolsas até que anúncio de
epidemia no México fez com que estas dessem um salto positivo

As ações da GlaxoSmithKline e da Roche, multinacionais produtoras de dois medica-mentos com eficácia contestada contra a gripe, deram um salto com o anúncio da epidemia no México. Na segunda-feira, dia 27, as ações da Glaxo subiram 6%, as da Roche Holding AG subiram 3,51% na bolsa de Zurich, onde são cotadas, depois de se conhecer que alguns governos estão incre-mentando suas reservas de antivirais, particularmente do Tamiflu.

As ações dessas empresas haviam amargado sucessivas perdas no marco da crise dos países centrais. No início de abril, nas bolsas, registravam perdas de entre 2,2% e 5,4% num só dia.

A subida das ações foi um dos aspectos dos ganhos obtidos pelos monopólios farmacêuticos com a anunciada ameaça de pandemia de gripe suína (ou do vírus H1N1 que, dizem, é um novo desenho genético que contém o vírus da influenza suína e aviária conjuntamente com a humana) e o correspondente clima de pânico criado pela mídia a respeito do mesmo.



OMS


Acontece que os anti-virais, que a Glaxo e Roche estão vendendo aos borbotões e são recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estão patenteados na maior parte do mundo e são propriedade das duas. O primeiro é o zanamivir, com nome comercial Relenza, comercializado pela GlaxoSmithKline; e o outro é o oseltamivir, cuja marca comercial é Tamiflu, patenteado pela Gilead Sciences, cujo dirigente e um dos maiores acionistas é o ex-secretário de Defesa de G.W. Bush, Donald Rumsfeld. O remédio está licenciado com exclusividade para a Roche, com Rumsfeld recebendo polpudas comissões por sua venda.

Glaxo e Roche são a segunda e quarta multina-cionais farmacêuticas em escala mundial e as epidemias são suas melhores chances de negócio, mesmo quando não existe na comunidade médica internacional nenhum consenso sobre a efetividade do uso desses medicamentos antivirais.

Sobre a propalada eficiência do Tamiflu e do Relenza numa eventual pandemia de gripe em humanos, a conceituada revista inglesa The Lancet publicou um trabalho em janeiro de 2006 assinalando que “nenhum desses medicamentos disponíveis contra a gripe produz efeitos demasiado benéficos. Há medidas simples de saúde pública mais úteis, como higiene e isolamento, que podem dar resultados mais satisfatórios para deter a disseminação da doença”.

Apesar de ocupar o centro do noticiário, a descrição dos efeitos do vírus está longe de ser científica e na verdade joga para confundir. Ocorre que foram assinalados 2. 498 casos de gripe, dos quais 1.311 foram hospitalizados com pneumonia e insuficiência respiratória, como informou o ministro de Saúde do México, José Angel Córdova Villalobos. Das 159 mortes - que a mídia alardeia como relacionados à gripe por ela denominada de “suína” – até agora, apenas em sete casos se confirmou a presença da influenza com a nova mutação virótica.

A Roche já havia incrementado substancialmente a produção do Tamiflu em 2005, depois que países asiáticos foram fortemente afetados pela gripe aviária entre 2002 e 2003 com a chamada Síndrome Respiratória Aguda (SARS), cujo combate incluiu a morte em massa de aves em diversos países. Na época, os EUA e a União Européia aumentaram sua demanda desse produto acima de 280%, segundo confirma o balanço financeiro da Roche de 2005. Em artigo de Jack Bowe, do Financial Times, de 18 de novembro de 2005, afirma-se que entre 2005 e 2006 o remédio Tamiflu teve vendas em torno de US$ 1 bilhão.



COMPRA


“O presidente do México, Felipe Calderón, em 20 de agosto de 2007, assistiu em Montebello, Canadá a uma reunião com o presidente George Bush e o chefe do governo canadense, Stephen Harper. Calderón ordenou então a compra de um milhão de doses de Tamiflu, que é a marca do medicamento em cuja comercialização estão misturados Ronald Rumsfeld [ver matéria nesta página], então secretário estadu-nidense de Defesa e Carlos Pascual, que tem no seu passado implicação na ‘revolução laranja’, da Ucrânia, na qual foi ajudado pelo staff de George Soros”, revelou Gastón Pardo, jornalista mexicano do site Red Voltaire.

Esses acordos assinados em Quebec, no Canadá, produziram um plano chamado “North American Plan for Avian & Pandemic Influenza.” Ou seja, para controlar fontes de influenza. http://www. freerepublic.com/focus

“Uma estimativa dos recursos necessários para enfrentar essa doença está em torno dos três bilhões de dólares”, sublinhou reportagem de Samuel García na rede de televisão Telesul. Providencialmente, o laboratório Roche comunicou que têm disponíveis 3 milhões de dose de Tamiflu e que pode fabricar 400 milhões ao ano.

Por SUSANA SANTOS

28/04/2009

A CRISE É DELES - A MÍDIA E SEU "APESAR DA CRISE"

No Estadão de hoje, sinais de que o cartel da mídia vai jogando a toalha em sua torcida pelo tsunami econômico. "Consumo deve crescer no Brasil, apesar da crise", diz o título. Fiquei com a sensação de já ter lido em algum lugar, talvez dito de outra forma, e me preocupei em pesquisar quantas vezes a expressão “apesar da crise” foi usada recentemente. O resultado é impressionante. Vamos a alguns exemplos:

No G1, 2350 resultados no Google. Exemplos:

- Apesar da crise, setor de imóveis populares se mantém aquecido

- Grifes estrangeiras desembarcam no Brasil, apesar da crise

- Apesar da crise econômica, indústria carnavalesca comemora vendas

- Apesar da crise, Petrobras investirá mais em biocombustíveis

- Nestlé mantém boa saúde apesar da crise

No Globo, 1.140 resultados no Google. Exemplos:

- Apesar da crise, avanço do PIB brasileiro só perdeu para a China em 2008

- CNT/Sensus: População espera aumento de renda e emprego, apesar da crise

- Relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos devem avançar, apesar da crise

- Aumenta a popularidade de Lula apesar da crise

- Apesar da crise, Saara mantém esperanças de boas vendas no Natal

No Estadão, 997 resultados no Google. Exemplos:

- EPE: apesar da crise, consumo de energia não vai cair

- Apesar da crise, empresas de tecnologia crescem no exterior

- Apesar da crise, indústria quer investir e foca mercado interno

- LG aposta em Natal forte no Brasil, apesar da crise

- Apesar da crise, Federer mantém liderança do ranking da ATP

Este último título acredito ser obra de um redator da economia emprestado à editoria de esportes. A crise do tenista Roger Federer é apenas pessoal, motivada por uma mononuscleose, de lenta recuperação física.

Quanto a Folha, apenas 6 resultados. Aposto que é coisa de seu rígido manual interno, apesar da crise dos jornais.

Atualizando:

Nosso leitor Rafael observou que pesquisando pelo próprio site da Folha há centenas de resultados com "apesar da crise".

Pesquisando na Folha de S.Paulo, 830 resultados. Na Folha Online, 703.

Por Jurandir Paulo

24/04/2009

CONFRONTO DE PERFIS - GILMAR X JOAQUIM BARBOSA DA SILVA XAVIER

A sessão plenária da noite de quarta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) foi marcada por um bate-boca entre os ministros Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes, presidente da Corte. Durante julgamento de um processo sobre a Previdência pública no Paraná, Mendes indagou sobre o fato de Barbosa ter questionado uma suposta "sonegação de informações" sobre o caso. Barbosa atacou, dizendo que o presidente do STF "destrói a credibilidade do Judiciário brasileiro".

"Saia à rua, ministro Gilmar. Saia à rua! Faça o que eu faço. Vossa Excelência não está na rua não. Vossa Excelência está na mídia destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro", atacou o magistrado. Nesta quinta-feira, Mendes negou que exista uma "crise" dentro da Corte ou qualquer "arranhão" por conta da discussão entre os magistrados.

Não é a primeira vez que os dois ministros discutem durante uma sessão do STF. Em 2007, Mendes já havia dito que Barbosa "não pode pensar que pode dar lição de moral aqui", após o colega afirmar: "ministro Gilmar, me perdoe a palavra, isso é jeitinho". Barbosa se referia a um pedido de Mendes para que fosse retomada, na ocasião, uma votação.

:::::: Conheça o Perfil dos dois Ministros:::::

Gilmar Mendes


Gilmar Mendes, 53 anos, é natural de Diamantino, em Mato Grosso. Foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2002, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, e assumiu a presidência da Corte em 23 de abril de 2008, em substituição à ministra Ellen Gracie.

Antes de assumir o posto, Mendes atuou em diversos cargos públicos, desde procurador da República, entre 1985 e 1988, até Advogado-Geral da União do governo Fernando Henrique, entre janeiro de 2000 e junho de 2002.

Um dos casos mais polêmicos envolvendo a atuação de Mendes no STF foi a concessão de dois habeas-corpus ao banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity, durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal (PF). Em ação coordenada pelo delegado Protógenes Queiroz, em julho de 2008, Dantas foi preso entre um grupo de 17 pessoas, acusado de integrar um grande esquema de lavagem de dinheiro.

Um dia após a operação, a defesa de Dantas conseguiu habeas-corpus no STF para o acusado, concedido por Mendes. A prisão do banqueiro, no entanto, foi novamente decretada pela Justiça Federal de São Paulo e, mais uma vez, Mendes se posicionou a favor da liberdade de Dantas.

A atitude de Mendes foi fortemente questionada por diversas entidades brasileiras. Uma carta assinada por mais de 40 procuradores da República, divulgada no dia seguinte à concessão de liberdade ao banqueiro, considerou a decisão do ministro "absurda" e afirmou que aquele seria um "dia de luto para as instituições democráticas brasileiras".

No mês seguinte à operação, a revista Veja publicou denúncias de que uma conversa de Mendes com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), no gabinete do ministro, havia sido grampeada por agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). As suspeitas de que os agentes da Abin haviam participado de forma ilegal da Operação Satiagraha culminou com a queda de toda a diretoria do órgão e o posterior afastamento do delegado Protógenes Queiroz do caso, acusado de vazamento de informações.

Mendes publicou cerca de 30 obras, entre individuais e coletivas. A mais recente, o livro Curso de Direito Constitucional, de 2008, foi escrito em parceria com o presidente do Instituto de Direito Público (IDP), Inocêncio Mártires Coelho, e com o procurador-regional da República Paulo Gustavo Gonet Branco. Alguns juristas consideram a obra como ponto de referência do estudo do direito constitucional.

Joaquim Barbosa

Joaquim Barbosa, 54 anos, mineiro de Paracatu, foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003. Barbosa foi o primeiro negro a integrar o STF desde a existência da Corte. Sua atuação no Supremo tem sido marcada por casos de grande relevância nacional, entre eles, o julgamento de ações relacionadas à fidelidade partidária e o inquérito do mensalão, um dos maiores escândalos de corrupção do País.

Como relator do caso do mensalão, em 2007, Barbosa posicionou-se favorável à abertura de uma ação penal no Supremo para julgar os 40 acusados de envolvimento em um esquema de pagamento de propinas a parlamentares para apoiarem iniciativas do governo no Congresso. O julgamento foi fruto de uma denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, e tratou de analisar a consistência das acusações e decidir sobre a continuidade do processo.

O voto do ministro continha mais de 400 páginas. Tornaram-se réus, entre outros, o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-secretário do PT Silvio Pereira e o publicitário Marcos Valério. Entre os crimes relatados constavam formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta.

Outro caso de destaque relatado por Barbosa foi o julgamento, em 2008, da resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que estabeleceu a perda de mandato para políticos considerados infiéis - a chamada fidelidade partidária. Na época, Barbosa criticou o "silêncio" do Congresso Nacional por não votar regras específicas para o troca-troca partidário. O entendimento do TSE acabou mantido pela Suprema Corte - o voto de Barbosa, pela manutenção da fidelidade partidária, foi acompanhado por nove votos, sendo apenas dois contrários à posição do relator.

A atuação de Barbosa no serviço público iniciou muito antes de ele assumir a vaga no Supremo. Entre 1976 e 1979, foi Oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores e serviu na Embaixada do Brasil em Helsinki, Finlândia. Também foi membro do Ministério Público Federal de 1984 a 2003, com atuação em Brasília (1984-1993) e no Rio de Janeiro (1993-2003).

No âmbito acadêmico, tornou-se doutor e mestre em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas), onde cumpriu programa de doutoramento de 1988 a 1992. É também professor licenciado da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde ensinou as disciplinas de Direito Constitucional e Direito Administrativo.

Especialista em direito constitucional, Barbosa é autor de diversos livros, como Ação Afirmativa & Princípio Constitucional da Igualdade, em que defende as chamadas ações afirmativas como forma de combate ao racismo e à discriminação.

C/ Redação Terra

18/04/2009

Democracia Tucana - Aécio diz que vai escolher com Serra data de prévias

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), afirmou que vai procurar o colega de São Paulo, José Serra, para que juntos definam uma data para a prévia do PSDB que vai escolher o candidato do partido para as eleições presidenciais do próximo ano.

Aécio defende que o nome seja definido até dezembro. Serra, porém, gostaria de deixar o tema para depois do primeiro trimestre de 2010, de acordo com tucanos.

"Seria o melhor momento [sobre prévias até dezembro]", disse, descartando a ideia de que tenta realizar a disputa interna antes da data final para uma possível desfiliação em outubro deste ano, quando se encerra o prazo legal para eventuais transferências de partido.

Aécio afirmou que o PSDB deve investir na criação de um programa de governo amplo, para que possa atrair até partidos hoje aliados ao presidente Lula.

Ele disse ainda que não está em seus planos ser vice de Serra numa chapa do PSDB. "Nem sequer cogito essa possibilidade. Meu apoio ao candidato Serra, se ele vier a ser candidato do meu partido, independe de chapa."

C/A

14/04/2009

Desmoralização - Tucanos, Factóides e o Partido da Imprensa Golpista (PIG)

Recentemente, a Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, que apura o confronto entre policiais civis e militares ocorrido em outubro de 2008, apontou como responsáveis pelo conflito o governo do estado e a Polícia Militar. Naquele momento, o governador José Serra responsabilizou as centrais sindicais, especialmente a CUT, pelo conflito nas imediações do Palácio dos Bandeirantes, por essas entidades terem participado do ato em solidariedade aos servidores da Polícia Civil em greve.

O jornal O Estado de S.Paulo teve acesso ao inquérito e verificou que a PM já havia comunicado à cúpula do governo o clima de tensão da manifestação. A informação foi encaminhada ao "gabinete de crise" composto pelos diretores da Polícia Civil, coronéis da PM e os secretários Luiz Antonio Marrey (Justiça), Ronaldo Marzagão (Segurança, hoje ex-secretário após pedir demissão diante de denúncias contra seu adjunto e também pela condução desastrosa do confronto entre as policiais Civis e Militares), e Sidney Beraldo (Gestão), reunidos na ocasião com o governador Serra.

Conforme cita o jornal, há depoimentos de policiais militares dizendo que foram usados como "iscas" e que não havia disposição do governo para estabelecer uma mesa de negociação. Nos bastidores da política, Serra é conhecido pelo "maquiavelismo" e por perseguir adversários. Não é a primeira vez que ele tenta responsabilizar a CUT e os movimentos sociais por sua incompetência, contando para isso com a colaboração de seus amiguinhos no PIG (Partido da Imprensa Golpista).

Este factóide do tucano aconteceu quando seu candidato nas eleições municipais, Gilberto Kassab, disputava o segundo turno com Marta Suplicy.

Ao iniciamos os debates regionais da conferência nacional de comunicação, precisamos estar cientes de que os trabalhadores, ao lado do conjunto dos movimentos sociais, devem aprofundar a pressão pela democratização da mídia por meio do acesso a canais que permitam apresentar diferentes visões — e não apenas o olhar de quem tem o rabo preso com uma diminuta fatia da sociedade.

Por Sebastião Geraldo Cardozo, presidente da CUT-SP

09/04/2009

Dançarino de Aluguel - Elite branca: Dimenstein compra roupas na Daslu?

No título de uma de suas últimas colunas no UOL, Gilberto Dimenstein lançou uma pergunta marota: "a prisão de Eliana Tranchesi é um espetáculo?"

O jornalista está preocupado... O Estado policial não apavora só Gilmar Mendes...

Então, devolvo com outra pergunta: Dimenstein compra roupas na Daslu?

O combativo jornalista parece ter ficado com vergonha de pedir a libertação de Tranchesi. Por isso, preferiu a pergunta no título.

Mas, lá nos dois últimos parágrafos, ele apresenta sua tese, sem disfarces:

"o que não entendo, porém, é como se prende alguém que está em meio a um tratamento de câncer, não oferece risco à sociedade e, até agora, não deu sinais de que pretendia fugir do país. Afinal, estava pagando suas multas. O que se pode argumentar é que, se fosse pobre, Eliana não chamaria tanta atenção --é verdade. Mas a minha sensação é de que se trata de um espetáculo midiático."

Vou ser curto e grosso, porque não levo esse pessoal muito a sério...

"Como se prende alguém que não oferece risco à sociedade", ele pergunta....

Ora, só oferece risco quem assalta de arma na mão? E quem assalta os cofres públicos com a caneta na mão? Não é um risco muito maior?

Eliana Tranchesi foi presa porque foi condenada à prisão, ora bolas. Só que - em nosso país - condenado em primeira instância só vai em cana se for pobre. Se for rico, é preciso que todos os recursos sejam apreciados. Não faz o menor sentido, pra que serve o juiz de primeira instância?

Pimenta Neves - o jornalista que assassinou a ex-namorada Sandra Gomide - é réu confesso, foi condenado à prisão. Mas, segue solto. Faltam recursos nas instâncias superiores. Devia ficar preso. Enquanto os recursos não são julgados, deveria valer a primeira instância. Mas, Pimenta - como Tranchesi - tem bons advogados.

Dimenstein não precisa mais fazer lobby. Nem precisa se preocupar com a saúde de Tranchesi. A Justiça já cedeu aos apelos humanitários dos advogados e mandou soltá-la.

A nossa elite branca é incurável.

Leiam abaixo o texto de Dimenstein, que o UOL destacou na capa do Portal - trata-se de reflexão imperdível para os leitores. Reflexão profunda...

A prisão de Eliana Tranchesi é um espetáculo?

Certamente está ocorrendo uma satisfação popular com a prisão da empresária Eliana Tranchesi, dona da Daslu. Natural: numa sociedade com tanta impunidade, especialmente para os poderosos, ver um milionário dormir na cadeia soa como se, enfim, se fizesse justiça.

Ainda mais porque vivemos numa sociedade desigual e a Daslu é uma das traduções do extremo da desigualdade.

Não tenho nada contra que se tire até o último centavo de quem fraudou e deve dinheiro ao poder público. O que não entendo, porém, é como se prende alguém que está em meio a um tratamento de câncer, não oferece risco à sociedade e, até agora, não deu sinais de que pretendia fugir do país. Afinal, estava pagando suas multas.

O que se pode argumentar é que, se fosse pobre, Eliana não chamaria tanta atenção - é verdade. Mas a minha sensação é de que se trata de um espetáculo midiático.

Por Rodrigo Viana

08/04/2009

Senador petista teve sigilo telefônico quebrado ilegalmente

Na briga PT-PMDB deflagrada depois da vitória de José Sarney (PMDB-AP) na eleição para a presidência do Senado, em fevereiro, seu adversário na disputa, senador Tião Viana (PT-AC), teve o sigilo telefônico quebrado. O extrato com o gasto do celular de Viana referente a janeiro, circulou na mão de vários senadores do PMDB antes de a operadora TIM enviá-lo ao Senado. O fato mostra de forma crua a guerra interna no Senado desde a conquista da presidência da Casa pelo PMDB.

O Estado apurou que alguém autorizado foi à central da TIM, em Brasília, para obter os dados. As contas, antes de os extratos serem impressos e distribuídos, são catalogadas apenas pelo número geral do "grande cliente", que é o Senado, e por outro número que identifica os gabinetes dos parlamentares. Só depois de processadas é que as contas ganham os nomes dos senadores. Segundo um técnico de telecomunicações do Congresso, algum emissário foi à TIM e, com o número de identificação do gabinete de Viana, conseguiu que só o extrato dele fosse processado na hora.

O diretor-geral do Senado, Alexandre Gazineo, confirmou essa versão ao explicar que a TIM atrasou as contas dos chamados "grandes clientes", em 90 dias, por causa de reestruturação administrativa. Então, a conta relativa a janeiro só deve chegar ao Senado no fim do mês ou início de maio.

Gazineo confirmou que para atender ao pedido de Viana, que no dia 18 de março quis quitar a conta de janeiro relativa ao celular emprestado à filha, teve de ir à TIM e solicitar uma antecipação especial. "Logo, se alguém tinha o extrato antes, só pode ter violado o sigilo telefônico do senador", concluiu Gazineo.

"Eu paguei o que devia, reparei o meu erro, mas ninguém fala da violação do meu sigilo telefônico", disse Viana. "E no dia anterior ao vazamento, havia gente nos corredores do Congresso apregoando os meus gastos com o telefone celular."

Por Rui Nogueira e João Bosco Rabello

03/04/2009

Uma Suprema Hipocrisia - 95% dos HCs do STF em 2008 foram para "ricos"

Como observou um comentarista deste site (Vi o Mundo), o Gilmar Mendes tem uma lógica tão canhestra que ao divulgar números sobre os habeas corpus concedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) apenas reforça o que sabemos: que a Justiça brasileira atende principalmente aos interesses de quem tem mais dinheiro e pode pagar um advogado caro, capaz de levar o caso até as instâncias superiores.

Segundo os números divulgados por Gilmar, em 2008 o STF concedeu 18 habeas corpus a pobres, de um total de 350. Ou seja, cerca de 5%. Os outros 95% foram, presumo, concedidos a gente "de posses". Considerando que o Brasil é um país em que a maioria é materialmente pobre, essa desproporção se torna ainda mais gritante.

Curiosamente, uma outra estatistica, essa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), mostra que só 6% dos brasileiros controlam os meios de produção de riqueza no Brasil.

A partir da notícia da Agência Globo, qual foi a manchete do jornal Valor Econômico para a estatística do Gilmar?

Essa: Levantamento do Supremo indica 18 habeas corpus para pobres em 2008

PS: Os dados divulgados pelo presidente do STF são ainda mais espantosos se considerarmos que os ricos representam a ínfima minoria daqueles que são presos diariamente no Brasil.

Fonte: Vi o Mundo

30/03/2009

HIPOCRISIA DOS DEMOS - DEPUTADO PAGA DOMESTICA COM VERBA DA CÂMARA

O deputado federal licenciado e secretário de Transportes do Distrito Federal, Alberto Fraga (DEM), usa recursos da Câmara para pagar o salário da empregada doméstica de sua casa - um imóvel de 1.875 m² às margens do lago Paranoá, região nobre de Brasília. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, Izolda da Silva Lima, 30 anos, é contratada como secretária parlamentar desde fevereiro de 2003, mas cuida da limpeza da residência de Fraga.

Segundo o jornal, Izolda está contratada pelo gabinete do suplente de Fraga, Osório Adriano, também do DEM. Izolda confirmou que trabalha de faxineira de Fraga. O deputado licenciado confirmou que ela recebe pela Câmara, mas negou que ela seja empregada doméstica. Osório Adriano, por sua vez, disse não saber quem ela é nem onde ela fica.

Fraga disse não ver problema em usar a Câmara dos Deputados para contratar Izolda. Conforme a Folha, o deputado licenciado diz que tem dinheiro para pagá-la, mas não o usa porque "não quer". Fraga admite ainda que pediu para Osório Adriano não exonerar Izolda e disse que não tem nenhum receio em mantê-la como funcionária do gabinete.

O secretário, no entanto, não soube explicar, segundo o jornal, o tipo de trabalho exercido por Izolda. Ele afirmou que ela mora em sua casa por ter perdido o pai recentemente e antes vivia em uma fazenda afastada de Brasília.

Fraga assumiu a Secretaria de Transportes distrital em 2007. Em 2005, como o principal nome da chamada "bancada da bala", presidiu a frente parlamentar contra a proibição do comércio de armas no País. Fraga é coronel da reserva da Polícia Militar aposentado.

Da Redação Terra

29/03/2009

VANTAGEM PESSOAL - CAMARGO CORRÊA FEZ AEROPORTO "DE PRESENTE" PARA A FAZENDA DE FHC

Trabalhadores da fazenda vistoriam a pista de 1.300 metros da Camargo Correa, ao lado da fazenda da família de FHC.

A Camargo Correa, e a filha de FHC "fantasma" no Senado, tem algo em comum no passado.

Uma inusitada boa vizinhança entre duas fazendas, onde o conflito de interesses público e privado não tinha porteiras.

Em 1989, FHC comprou com Sérgio Motta a fazenda "Córrego da Ponte" em Buritis (MG).

Em 1995, quando FHC já era presidente, e a proprietária da fazenda Pontezinha, ao lado das terras de FHC, era a Agropecuária Jauense, da Camargo Corrêa.

De acordo com esta antiga reportagem da Revista ISTOÉ, em julho de 1995, a empreiteira iniciou a construção de um aeródromo particular na fazenda, obra concluída em menos de 3 meses.

Conta com uma pista de 1.300 metros (mesmo tamanho que a do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro), e estacionamento para 20 pequenas aeronaves.

O registro oficial da pista no Departamento de Aviação Civil (DAC), antecessor da ANAC, foi feito em outubro de 1995, autorizando receber aviões do tipo Bandeirantes e Lear-Jets.

O engenheiro responsável pela obra, Marcelo Ávidos, elogia a qualidade da pista, discorda das restrições de pouso impostas pela Infraero e garante que o aeródromo está preparado para grandes aeronaves. "Até um Boeing 737 pode aterrissar ali", atesta Ávidos.

Na época da reportagem (1999), o fazendeiro Celito Kock, vizinho de ambos e atento observador do trânsito aéreo na região narrava:

"Nunca vi avião nenhum da Camargo Corrêa pousando ali. Mas da família de Fernando Henrique não pára de descer gente".

Dois habitués na pista da Pontezinha eram Luciana Cardoso (atual funcionária "fantasma" do Senador Heráclito Fortes), filha do presidente, e seu marido, Getúlio Vaz, que iam à fazenda de Fernando Henrique sempre que podiam.

A assessoria de imprensa da Presidência da República informou à reportagem que FHC usou apenas uma vez a pista da Camargo Corrêa, num dia em que estava difícil voar de helicóptero. Mas confirmou a utilização da pista pelos familiares do presidente.

Nesta época, Jovelino Carvalho Mineiro Filho (amigo de FHC) já havia comprado a parte que pertencia a Sérgio Motta, e FHC havia passado sua parte aos filhos Luciana Cardoso, Beatriz Cardoso, e Paulo Henrique Cardoso.

A sociedade era gerida e administrada por Jovelino Mineiro e Luciana Cardoso.

MESES ANTES, A CAMARGO CORRÊA GANHOU A OBRA DE AMPLIAÇÃO DO AEROPORTO INTERNACIONAL DE BRASÍLIA

Apesar de ter os equipamentos necessários para a obra, a Camargo Corrêa encomendou o serviço à Tercon - Terraplanagem e Construções, numa autêntica troca de gentilezas.

Meses antes, a Tercon havia conseguido um bom negócio ao ser contratada pela Camargo Corrêa para fazer a ampliação do Aeroporto Internacional de Brasília - empreitada que só terminou anos depois. Com isso, não se furtaria a retribuir o favor.

FILHA DE FHC USOU AVIÃO DA FAB PARA IR À FAZENDA EM 2002

Em 2002, o procurador da República Luiz Francisco Souza, exigiu explicações à Luciana Cardoso, filha do ex-presidente, por ter viajado a Buritis (MG) num avião oficial da Força Aérea Brasileira.

Luciana foi a Buritis conferir os danos causados pela invasão dos sem-terra à sede da Fazenda Córrego da Ponte, de propriedade de sua família.

A assessoria do Palácio do Planalto informou que Luciana era funcionária da Presidência (era secretária do próprio FHC) e viajou com outros servidores do Planalto.

Por: Zé Augusto

27/03/2009

NOTA DO CHICÃO - TIREM AS CRIANÇAS DA SALA

A incrível entrevista com LUCIANA CARDOSO filha do ex-presidente FHC. Funcionária do Senado Federal, foi entrevistada pela Monica Bergamo. Suas respostas devem constar do Manual do Funcionário Público Cara de Pau como o Pai. É um primor de sinceridade, ousadia e "cuidado" com o dinheiro público. TIREM AS CRIANÇAS DA SALA:

:::::::::: NOTA OFICIAL DO CHICÃO :::::::::


Tá com raiva? Descobriu mais um cupim na seara política nacional?

Pense na importância da transparência pública, para você saber quais são os funcionários dos senadores, o que fazem, quanto ganham, onde trabalham, etc.

Além desta entrevista mostrar a loucura que é o senado, ficamos sabendo que não há definição de nada.

Não há definição de regras.

A desorganização, descontrole e desperdício são os irmãos ciameses da corrupção.

Na falta de definição todo mundo está correto e ao mesmo tempo todo mundo está errado.

Quem ganha com a bagunça?

Os desonestos, os preguiçosos, os malandros, etc.

Quem perde?

O honesto, o trabalhador, etc.

Organizar a bagunça, determinar regras e normas de conduta é o mínimo para podermos punir quem é errado.

E O MAIS IMPORTANTE: PODERMOS PARABENIZAR AQUELES QUE SÃO CORRETOS.

HOJE TODOS (HONESTOS E DESONESTOS) SÃO SUSPEITOS.

Esta situação é BOA para os desonestos e PÉSSIMA para os honestos.

Se continuarmos a PUNIR as pessoas honestas JAMAIS TEREMOS UM PAÍS HONESTO.

Reafirmo: mais importante que punir os desonestos é garantir que os honestos sejam assim RECONHECIDOS.

E os honestos só serão reconhecidos quando acabar a bagunça, como disse a filha do ex-presidente e assessora do senador do partido Democratas.

PS: nada como um dia atrás do outro... Segundo o próprio pai da Luciana Cardoso ela seria um cupim a infestar a política nacional.

PS2: Leia este texto do Blog Onipresente: Fernando Henrique Cardoso usa cartão corporativo e faz quatro abastecimentos(TANQUE CHEIO) no mesmo dia?!

Por Chicão Dois Passos

25/03/2009

Galhos Políticos - PF investiga doações ilícitas da Camargo Corrêa para campanhas

A operação deflagrada na manhã desta quarta-feira pela Polícia Federal, intitulada Castelo de Areia, que tem como alvo esquemas de suposta lavagem de dinheiro, fraude em licitações, formação de quadrilha e evasão de divisas envolvendo a construtora Camargo Corrêa, está apurando também suposta contabilidade paralela para doações ilícitas a campanhas políticas.

De acordo com informações da PF, até o final da manhã de hoje já foram cumpridos os dez mandados de prisão contra quatro doleiros - três do Rio de Janeiro e um de São Paulo -, e quatro diretores e duas secretárias da Camargo Corrêa. Com um desses doleiros foi apreendido R$ 1 milhão em espécie. Além dos 10 mandados de prisão, foram expedidos também 16 mandados de busca. Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal de São Paulo.

A Polícia Federal informa também que a quadrilha de empresários e políticos movimentava dinheiro sem origem lícita aparente, por meio de empresas de fachada e de operações conhecidas como dólar-cabo, que são feitas sem registro no Banco Central, através de depósito em conta brasileira de doleiros que possuem contas no exterior para transferência ao destino final do dinheiro. Se forem somadas, as sentenças pelos crimes investigados podem chegar a 27 anos de prisão. A PF vai conceder entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira para falar a respeito da Operação Castelo de Areia.

C/A

22/03/2009

A MÁSCARA CAIU - RICARDO NOBLAT MAIS UM IMPRENSALEIRO DESCOBERTO

Noblat recebe mensalinho do Senado.

O Jornalista Ricardo Noblat recebe um mensalinho do Senado Federal.

O contrato foi assinado em 03/09/2008, época em que o Sen. Efraim Moraes (DEM/PB) ocupava a secretaria da mesa do Senado, responsável por estes contratos.

Nós, cidadãos brasileiros, estamos pagando através dos cofres públicos do Senado o valor de R$ 40.320,00 (por ano) para Ricardo Noblat.

O mensalinho é descrito como uma "pesquisa, produção e apresentação de 1 (um) programa semanal para a Rádio Senado"

Bem que tentaram esconder o sobrenome famoso, publicando apenas "RICARDO JOSÉ DELGADO", mas o CPF denuncia tratar-se do jornalista.

O próprio blog do jornalista confirma seu nome completo:


Por: Zé Augusto

18/03/2009

Sarney como groupie da roleta cuida para a Casa não ser mais roubada

UMA VERGONHOSA AUDITÓRIA ADMINISTRATIVA NO LEGISLATIVOTamanha é a descentralização e o descontrole no Senado Federal que José Sarney presidente daquela casa não teve outra alternativa senão determinar que todos Diretores colocassem seus cargados à disposição.

"Precisamos sair de discussões menores. Não podemos permitir que tenhamos essas denúncias e que o Senado seja injustiçado", disse Sarney.

Sarney também dize "Não vou comentar casos administrativos. As falhas nos vamos corrigir. O diretor-geral está autorizado a fornecê-las".

Na cerimônia de celebração da auditoria da FVG o presidente do Senado já alerta os senadores: "Vamos ter problemas políticos. Problemas sérios para enfrentar".

Segundo teria dito o diretor responsável pelo trabalho na FGV, Bianor Cavalcanti, a avaliação dos custos e dos do trabalho e dos principais problemas do Senado devem durar "no máximo seis meses". "Não existe cheque em branco, nós vamos fazer um trabalho de avaliação usando nossas competências", disse Cavalcanti ao responder sobre os custos da operação de auditoria.

Do Blog

16/03/2009

Não Falha - MP vai punir as piratizações da década perdida e roubada de 90

O Ministério Público vai recorrer da decisão do juiz Moacir Ferreira Ramos, da 17ª Vara da Justiça Federal em Brasília, que absolveu integrantes do governo Fernando Henrique Cardoso acusados de improbidade administrativa no processo de privatização das telecomunicações, em 1998.por supostamente terem favorecido a Telemar na privatização do Sistema Telebrás. O juiz mandou arquivar a ação contra Luiz Carlos Mendonça de Barros (ex-ministro das Comunicações), André Lara Resende (ex-presidente do BNDES), José Pio Borges (ex-vice-presidente do BNDES) e Renato Guerreiro (ex-presidente da Agência Nacional de Telecomunicações).

Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ) flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros e André Lara Resende, articulando o apoio da Previ (o fundo de pensão do Banco do Brasil) para beneficiar o consórcio do Banco Opportunity, de Daniel Dantas, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e Lara Resende.

Segundo o Ministério Público, os acusados de ofensa aos princípios constitucionais da moralidade, da probidade, da legalidade e da impessoalidade, atuaram para que o BNDES financiasse a Telemar com empréstimos ilegais e sem garantias, bem como para que ingressasse no quadro societário da empresa após a privatização, o que seria proibido pelas normas do leilão. Na época, o BNDES injetou R$686,8 milhões na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.

10 anos depois


Para o deputado Walter Pinheiro (PT-BA), ex-presidente da Comissão de Comunicação da Câmara, é necessário recorrer da decisão para acabar com a cultura da impunidade no país. "É um absurdo o parecer sair somente 10 anos após o ocorrido. Temos que acabar com a cultura do deixar prescrever e perpetuar a impunidade. É preciso cobrar, com rigor, a seriedade dos homens públicos que tratam dos bens públicos", afirmou.

O deputado Fernando Ferro (PT-PE) concorda com a decisão do Ministério Público. “A denúncia contra os acusados tem sustentação, uma vez que foi evidenciada uma série de falhas no processo de privatização das telecomunicações no Brasil”, disse, acrescentando que estranha a decisão do juiz. “O fato é que a privatização se confirmou como um dos muitos erros da era FHC: o Brasil tem hoje as tarifas mais caras de telefonia celular do mundo", afirmou.

A sentença do juiz Moacir Ferreira Ramos, a primeira ligada ao caso, é do último dia 3 de março. O Ministério Público Federal propôs a ação em março de 1999, como resultado de representação feita, na época, pelos petistas, entre eles o deputado Ricardo Berzoini (SP) e o senador Aloizio Mercadante (SP). Processo semelhante tramita no Rio de Janeiro.

Além da condenação dos ex-agentes, o Ministério Público pediu o pagamento de multa de até duas vezes o valor do dano causado e a perda de direitos políticos dos envolvidos por até oito anos.

Grampos

Gravações clandestinas divulgadas pela imprensa, após a privatização do Sistema Telebrás, vendido por R$22,058 bilhões, revelaram que, com o conhecimento do então presidente Fernando Henrique Cardoso, Mendonça de Barros, Lara Resende, Pio Borges, além de Jair Bilachi (ex-presidente da Previ) e Pérsio Arida se articularam para garantir que o Opportunity, que comandava a Telemar, disputasse a compra da Tele Norte Leste, mesmo já tendo comprado a Tele Centro Sul e, pela regra do leilão, ficaria de fora da disputa. A companhia foi arrematada pelo consórcio Telemar, por R$3,43 bilhões.

O juiz menciona as fitas no julgamento, mas não as considerou como provas contra os acusados. Segundo o juiz, a sua decisão de absolver os tucanos teve como base relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), concluído em 2002.

Para Pinheiro, "só o fato de ter existido o grampo já é uma atitude ilegal, mais grave ainda é bisbilhotar para favorecer alguém, em detrimento do patrimônio público. E, com certeza, nessa transação ficou claro que alguém foi favorecido por causa deste grampo e do vazamento destas conversas. O que caracteriza a improbidade administrativa", afirmou Pinheiro.

Do Vermelho

13/03/2009

Ex-ouvidor denuncia escutas ilegais e chantagem dentro do governo Yeda Crusius

O ex-ouvidor da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Adão Paiani, denunciou na manhã desta sexta-feira o uso ilegal do sistema Guardião (utilizado pela secretaria para escutas telefônicas utilizadas judicialmente) para pressionar e chantagear políticos no Estado. O esquema teria sido articulado dentro da própria Secretaria de Segurança. Após um encontro com o chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel, o ex-ouvidor relatou que pelo menos duas pessoas foram alvo de espionagem. Paiani disse ainda que recebeu provas da espionagem ilegal logo depois do carnaval e que elas serão divulgadas no balanço de sua gestão.

Ele se reunirá ainda hoje com representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para discutir o tema. “O Guardião hoje está sendo usado de forma totalmente indevida e ilegal. Isso as pessoas há muito tempo sabem, mesmo que neguem publicamente, mas têm medo ou não têm condições de provar isso, coisa que agora eu tenho”, declarou Paiani.

Por Marco Aurélio Weissheimer

08/03/2009

O Caso Serrassuga - Serra e seus vampiros amestrados

O inquérito sigiloso da Operação Vampiro mostra como a quadrilha agiu livremente na gestão de José Serra, sem ser investigada. E prova que Serra sabia.

O governador de São Paulo José Serra tem assuntos pendentes em Brasília. Entre março de 1998 e fevereiro de 2002, quando ocupou o cargo de ministro da Saúde, seis subordinados dele se juntaram à máfia dos “vampiros” para comprar derivados de sangue com dinheiro público – e a preços superfaturados. Todos foram indiciados; cinco deles, por formação de quadrilha. O relatório sigiloso da Operação Vampiro, que a Polícia Federal finalizou em agosto, concluiu que existia uma “organização criminosa” controlando as compras de hemoderivados na gestão Serra. Na quinta-feira 21, o procurador da República Gustavo Pessanha dava os últimos retoques no texto da denúncia que apresenta à Justiça Federal de Brasília, nesta segunda-feira 25. Empilhados, os documentos alcançam um metro de altura. Há detalhes no inquérito que podem trazer mais dores de cabeça para José Serra. Para começar, a investigação prova que Serra sabia da existência da quadrilha.

Em suas investigações, a Polícia Federal descobriu que, em 2001, chegou uma denúncia anônima encaminhada diretamente a José Serra e protocolada no Ministério da Saúde. Segundo o relatório da PF, a denúncia “dá conta da prática de diversos crimes”. Havia dois acusados. Um deles era Platão Fischer Puhler, diretor do Departamento de Programas Estratégicos e um dos homens de confiança do ministro. O outro era o empresário Jaisler Jabour, que mais tarde se descobriu ser o chefe do braço na iniciativa privada dos vampiros. Segundo a denúncia, Platão estava cometendo “as maiores barbaridades” no milionário setor de compras, em parceria com Jabour. Ele dizia que a preferência dos envolvidos era por compras internacionais, que facilitariam depósitos em contas bancárias estrangeiras. “O que está ocorrendo nesta área é um escândalo”, dizia a denúncia. A polícia constatou que Serra recebeu o documento. E leu. O que fez Serra? Em vez de protocolar um ofício formal na PF, mandou o próprio Platão, o acusado, ir lá para denunciar a si mesmo. Curiosamente, nada aconteceu. O caso dos vampiros só estourou três anos depois, durante o governo Lula.

Em maio último, Platão foi chamado pela PF para dar explicações sobre os vampiros. Ele confirmou que aquela denúncia o acusava naquele período de crime de extorsão. Platão confirma que Serra pediu que ele fosse à PF, na companhia de Barjas Negri, o então secretário-executivo que agora é acusado pela família Vedoin de envolvimento com a máfia das ambulâncias.

Platão Fischer Puhler, àquela altura, atuava como “curinga” de Serra, gozando de “muito prestígio” junto ao ministro, conforme declarou o servidor Nilton Pinheiro à PF. Por 15 anos, Nilton presidiu investigações disciplinares contra servidores da Saúde, mas foi “encostado” na gestão do tucano.

Quando estourou a Operação Vampiro, Nilton participou das apurações e descobriu “dezenas de processos” pendentes de investigações na Saúde. Ele contou na PF que sumiram inúmeros bens e documentos na Central de Medicamentos, Ceme, quando o interventor era Platão. Denunciou ainda uma compra em quantidade “exorbitante” de espermicida Nonoxinol, para evitar gravidez na população de baixa renda.

Outra testemunha-chave é a secretária de Platão, Rozuíla Maura Cunha. Ela foi à PF e confirmou a compra de espermicida.

Ela foi mais além e detalhou como nasceu a idéia de montar um comitê eleitoral para Serra, ainda em 2002. Platão, disse ela, afastou-se das funções no Ministério para montar um comitê eleitoral na Asa Sul, no centro de Brasília. Platão chamou Rozuíla para trabalhar por dois meses no comitê.

A empresa Voetur, contou Rozuíla à polícia, participou da montagem do comitê pró-Serra, fornecendo telefones, estrutura para computador e camisetas. Desde 2002, a Voetur vem sendo envolvida em sucessivas denúncias de irregularidades em contratos com vários ministérios. Rozuíla afirmou que Platão tinha bom relacionamento com os empresários que representam a Voetur, entre eles Raimundo Brasil.

Os empresários, acrescentou, compareceram várias vezes ao comitê de Serra. Ao final do depoimento de Rozuíla, o delegado registrou que a Voetur aparece em auditorias do Ministério da Saúde como empresa envolvida em possível fraude e que tal investigação deverá ser sacramentada em inquérito próprio. O Ministério da Saúde já pagou mais de R$ 80 milhões à Voetur. Platão tinha sucessivas reuniões em sua sala com o vampiro Jabour, segundo depoimento de Rozuíla.

A secretária-adjunta de Platão no Ministério da Saúde, Abadia Francisca de Araújo, confirmou que a Voetur pagou praticamente toda a montagem do comitê de Serra. “Platão comentou com todos que a Voetur foi quem bancou todas as despesas daquele comitê”, declarou Abadia. Ela revelou ainda que Platão viajava muito para o interior e para o Exterior com passagens pagas pelos laboratórios.

Quando o Ministério pagava as passagens, disse, Platão não as utilizava e ainda trocava por dinheiro. “Todos os laboratórios bancavam passagens para Platão”, declarou. Platão tinha o hábito de receber presentes dos laboratórios, como relógios.

Os presentes, revelou à PF, eram entregues na residência de Platão. Nessa época, o curinga de Serra levava a família todos os anos para um tour pela Europa. A secretária Rozuíla disse à PF que certa vez Platão pediu uma passagem aérea para um homem chamado Lincoln, da empresa Glaxxon.

Motorista de Platão na Ceme e no Ministério da Saúde, Manoel Ramos Macedo confirmou na PF as viagens gratuitas do chefe.

Ele diz ter levado Platão várias vezes ao hangar que ele se lembrava como sendo da Voetur. “Platão dizia que ia pegar uma carona de avião, quase sempre com destino a Uberaba”, disse o motorista. O curinga de Serra começou a namorar uma moça chamada Taís.

A secretária-adjunta Abadia Francisca conta que Platão deu à moça um apartamento e um carro. O pai da moça ganhou emprego na Voetur e a mãe na Anvisa. Para cativar a moça, Abadia afirmou que Platão “chegou ao ponto de utilizar o helicóptero” do indiano Naresh. Trata-se de Naresh Kumae Vashist, representante da Hetero Drugs, da Índia, fabricante de coquetel contra Aids.

Ele afirmou que Platão freqüentava sua residência, à noite. Nessas visitas, contou o indiano à PF, Platão queria convencer a Hetero a firmar parceria com a Nova Índia, fabricante de genéricos veterinários em Uberaba, sua cidade. Em seu depoimento à PF, Platão Fischer confirmou que várias pessoas deram móveis, cadeiras, balões, bolas e telefones para o comitê de Serra. Entre os empresários que contribuíram, diz ele, estavam os senhores Brasil, da Voetur, e Leoberto, da empresa Air Way. Mas o Comitê Nacional do PSDB não declarou estas despesas na prestação de contas apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral.

Por Hugo Marques

03/03/2009

Imprensa Omite - PCC faz arrastão em prédio de bairro de luxo em S.Paulo

Como sempre, o jornal Folha de São Paulo, omitiu em sua matéria de hoje o nome da maior facção criminosa o PCC, nascida dentro dos presidios paulistas durante a gestão do PSDB.

Enquanto a imprensa brasileira faz questão de ligar a cidade do Rio de Janeiro a bandidagem e a tudo de ruim, aqui em São Paulo, jornais não citam que foi o PCC, que, por várias longas horas, fizeram ontem ao menos 30 moradores reféns de um prédio de classe média alta, conhecida como a elite paulistana de Perdizes (zona oeste de SP), entre eles várias crianças, foram mantidos reféns por assaltantes armados em mais um arrastão na capital paulista. A maior parte do bando, formado por pelo menos 15 homens, fugiu.

O crime teve início por volta das 6h30 de ontem. Várias crianças que seguiam para a escola foram rendidas. Pelo menos oito dos 34 apartamentos foram roubados. Foram levados dinheiro, joias e aparelhos eletrônicos

Vídeos e notícias de qualidade, só aqui você tem acesso a esse conteúdo Junte -se a nós. Faça parte dessa estrela que brilha mais forte a cada dia

Por: Helena™

25/02/2009

Limite das Aparências - A Direitização da Imprensa em Marcha


Os últimos acontecimentos arrancaram a máscara de dois veículos da grande imprensa que, até há pouco, eram tidos como exceções no quadro desolador da mídia patronal: a Folha de S. Paulo, reputada como neutra por ora sintonizar-se com posições de esquerda, ora com as de direita, aparentemente querendo mesmo é provocar polêmicas que se travassem em suas páginas, para despertar interesse e vender um punhado de jornais a mais; e a ex-CartaCapital, agora CartaPenaCapital, cujo esquerdismo light parece não ter sido rentável, tanto que acaba de ser trocado pelo reacionarismo exacerbado.

A Folha de S. Paulo, cúmplice da ditadura militar de 1964/85, não só sintonizava seu conteúdo com os interesses do regime totalitário, como chegava a facilitar a prisão dos profissionais da casa, que eram chamados à portaria para atender visitantes e encontravam à sua espera as equipes do Deops ou do DOI-Codi.

Uma atitude diametralmente oposta à do Grupo Estado, cuja família proprietária, embora participante civil do complô para usurpação do poder em 1964, preservava, pelo menos, sua dignidade pessoal. Ninguém esquece a frase de um dos Mesquitas, após ordenar à segurança que impedisse a entrada da repressão no saudoso prédio da rua Major Quedinho: "Ele pode ser subversivo lá fora, mas aqui dentro é meu jornalista".

Dizimados os efetivos da luta armada, Ernesto Geisel assumiu o poder em março/1974 e começou a implementar sua abertura lenta, gradual e progressiva, desmantelando aos poucos a engrenagem de terrorismo de estado que se tornara dispensável.

Os Frias perceberam que, surfando nessa onda, poderiam não só limpar sua barra pelo colaboracionismo anterior, como tornar a Folha de S. Paulo um jornal atraente para a classe média cada vez mais insatisfeita com o regime militar. Um ovo de Colombo que lhe garantiria, a médio prazo, a liderança do mercado brasileiro.

Deram carta branca para o grande Cláudio Abramo, diretor de redação, recrutar alguns dos maiores talentos do jornalismo brasileiro, oferecendo-lhes um porto seguro numa época em que tantos veículos temiam acolhê-los ou impunham-lhes restrições castradoras.

Então, os textos da Folha passaram a ostentar assinaturas vistosas como as de Alberto Dines, Gerardo Mello Mourão, Glauber Rocha, João Batista Natali, Lourenço Diaféria, Luiz Alberto Bahia, Newton Rodrigues, Osvaldo Peralva, Paulo Francis, Perseu Abramo, Plínio Marcos, Tarso de Castro, etc., todos escolhendo suas abordagens sem restrições editoriais (apenas não podiam ir além do que a ditadura conseguia digerir) e desfrutando de espaços generosos.

Além disto, formou uma valorosa equipe de repórteres especiais, com destaque para Ricardo Kotscho, passando a desenvolver um apreciável jornalismo investigativo.

Em setembro de 1977, uma crônica infeliz de Diaféria serviu como pretexto para o II Exército exigir a destituição de Cláudio Abramo, pondo um fim à primavera da Folha. Parte da equipe se dispersou, parte permaneceu fazendo textos mais comedidos. De qualquer forma, o jornal já dera a arrancada decisiva, conquistando uma imagem de originalidade e independência que conseguiu manter mais ou menos até meados da década atual.

A partir do desgaste sofrido por alguns expoentes da esquerda do PT no escândalo do mensalão e da exploração exaustiva e tendenciosa desses acontecimentos por parte da extrema-direita (tentando fazer crer que o envolvimento de uns poucos ex-militantes da luta armada em episódios ocorridos 30 anos depois seria suficiente para desqualificar todos os resistentes que pegaram em armas contra a ditadura), a Folha deu nova guinada, desta vez reacionária.

Como pano de fundo há uma classe média insatisfeita com o Governo Lula, de quem esperava benefícios que não recebeu, ao contrário dos pobres e dos paupérrimos. Míope, essa classe média não percebe que caiu em desgraça muito mais devido ao aviltamento de suas profissões sob o capitalismo putrefato da atualidade do que à ação governamental. E a Folha, em vez de esclarecê-la, prefere oferecer catarse para seu rancor desatinado.

Assim, todas as questões envolvendo a memória da luta armada e dos resistentes dela participantes passaram a ter tratamento odioso na Folha, como se verificou, por exemplo, quando dos ataques histéricos à decisão da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça beneficiando os herdeiros de Carlos Lamarca; da ridícula polêmica algoz-e-vítima, durante a qual Élio Gaspari avalizou como informação histórica aceitável o que não passava do lixo ensanguentado da ditadura (as conclusões de IPM's contaminados pela prática generalizada da tortura); e, agora, do caso do perseguido político Cesare Battisti, vítima de noticiário adverso, editoriais com viés negativo e da descabida adjetivação de "terrorista", até em títulos de matéria, como se não estivesse levando desde 1981 uma existência resumida a trabalho honesto e fugas da caçada implacável que lhe movem os fascistas italianos.

A página de Opinião da Folha se abriu para personagens altamente questionáveis como Jarbas Passarinho, Reinaldo Azevedo, Ali Kamel e Wálter Fanganniello Maierovitch. Só está faltando o Brilhante Ustra...

Finalmente, na tentativa de defender o inqualificável editorial no qual se referiu ao extinto regime militar como uma "ditabranda", a Folha chegou ao cúmulo de publicar o seguinte (Painel do Leitor, 20/02), ao comentar as manifestações de repúdio por ela recebidas: "Quanto aos professores [Fábio Konder] Comparato e [Maria Vitória] Benevides, figuras públicas que até hoje não expressaram repúdio a ditaduras de esquerda, como aquela ainda vigente em Cuba, sua 'indignação' é obviamente cínica e mentirosa".

Declarou guerra à inteligentsia, fazendo-me lembrar uma frase célebre de Oscar Wilde: “A aversão do século XIX pelo realismo é a cólera de Calibã por ver seu rosto num espelho.” A Folha agora reage com extrema deselegância a quem lhe mostra seu horrível rosto num espelho.

Cidadão Mino

Quanto à CartaPenaCapital, tornou-se um samba de uma nota só: a sua única bandeira neste início de 2009 é atirar Cesare Battisti numa masmorra italiana pelo resto da vida. Editoriais, colunas e notícias têm ido todos na mesma direção, sem dar espaço ao "outro lado" ou sepultando-o sob uma avalanche de textos contrários (caso de uma carta do ministro Tarso Genro que se tornou, absurdamente, matéria-de-capa).

Martelar o mesmo assunto, com o mesmo enfoque, em várias edições consecutivas, nada mais é do que uma campanha midiática para influenciar acontecimentos e decisões. A CartaPenaCapital segue fielmente os passos da Veja, que utilizou o mesmíssimo expediente quando tentava derrubar o presidente Lula. A pergunta que não quer calar é: por que uma revista que até então enganava bem, expôs-se a tamanho desgaste num episódio secundário?

Apesar de ciente dos métodos e recursos utilizados pela Itália para fazer a França renegar a Doutrina Mitterrand, que garantia abrigo eterno aos perseguidos políticos italianos, não disponho de evidências no sentido de que a sanha persecutória da CartaPenaCapital teria explicação semelhante.

Então, até prova em contrário, só nos resta supor que o diretor de redação Mino Carta erige suas idiossincrasias em (im)posição editorial.

Simpatizante declarado do PCI, deve conviver muito mal com a traição às bandeiras históricas que o partido cometeu ao aliar-se à democracia-cristã (máfia e remanescentes do fascismo inclusos) para gerir o Estado burguês e "salvá-lo" da revolução.

O PCI avalizou as torturas, assassinatos e aberrações jurídicas com que a Itália sufocou a reação, desatinada mas compreensível, dos verdadeiros revolucionários, ultrajados por essa aliança insólita entre ditos comunistas e seus inimigos de sempre, bem como pela impunidade com que os extremistas de direita praticavam seus massacres.

É por estar, como escritor, trazendo à tona o passado que a Itália tenta esquecer, que Cesare Battisti sofre perseguição tão exagerada, encarniçada e onerosa. E o cidadão Mino age exatamente como o magnata da imprensa William Randolph Hearst que, inconformado com aquilo que Cidadão Kane trazia à tona a seu respeito, pressionou fortemente os cinemas dos EUA a não exibirem o filme.

Mino, da mesma forma, mobiliza todo seu poder de fogo para amordaçar Cesare Battisti, fazendo-o entregar à retaliação italiana, como Getúlio Vargas entregou Olga Benário aos carrascos nazistas.

Não conseguirá.

Por Celso Lungaretti

24/02/2009

Mídia-Política - A mídia comprometida, no Brasil e na América do Sul


É Carnaval, momento de tamborins e agogôs em que o povo vai às ruas pular e dançar, dando um tempo para o que acontece em redor, para tudo acabar na quarta-feira. Este ano de 2009, antevéspera de mais uma eleição direta para Presidente da República, as previsões são das mais variadas. O sistema, aqui e ali, quer manter o esquema de sempre com pacotes destinados a aliviar a barra dos poderosos, responsáveis pelo estado de coisas atual, que não é dos mais promissores.

Por Mário Augusto Jakobskind, no Direto da Redação

Em termos de eleição, o referendo a que foi submetido o presidente venezuelano Hugo Chávez e que lhe permitiu concorrer a novas consultas populares, ainda provoca a ira dos editorialistas e colunistas de sempre. Estes misturam alhos com bugalhos e já garantem que o presidente vai se eternizar no poder, mas ao mesmo tempo mostram que ele está muito desgastado. Se está desgastado, pela lógica pode perder a eleição, ainda mais uma consulta que é fiscalizada por observadores internacionais dos mais variados setores.

Fica difícil concluir que não há uma campanha orquestrada contra o “coronel” venezuelano, como a maioria da mídia hegemônica se refere ao dirigente que já passou por 15 consultas populares, mas ainda é considerado um caudilho e até ditador. Coisas da mídia hegemônica, que prima pelo pensamento único, não apenas nas terras brasileiras, como pela América Latina de um modo geral. Se você, leitor, tiver acesso à grande mídia chilena, argentina, colombiana, uruguaia, e de outros países destas bandas vai ver que não há muita variedade.

Por estas e muitas outras que hoje em dia em vários rincões deste continente trava-se uma batalha visando à democratização dos meios de comunicação, uma mobilização que passa, sem dúvida, pela distribuição mais equânime das verbas publicitárias do Estado. O esquema conservador não pode ouvir falar nisso, pois imediatamente convoca a Sociedade Interamericana de Imprensa, a SIP, para denunciar a existência de autoritarismo, quando o que acontece é exatamente ao contrário.

Para se ter uma idéia, no momento, no Chile, que neste mês de fevereiro comemora o Mês da Imprensa, os veículos alternativos e progressistas têm alertado a opinião pública chamando a atenção para o atual esquema midático em que os gastos publicitários do governo na imprensa favorecem em 95%, ou seja, quase totalmente, a cadeia El Mercúrio, do empresário Agustín Edwards Eastman, e Copesa-La Tercera, de Álvaro Saieh Bendeck. Seriam por aqui a família Marinho, os Mesquitas, os Civitas, os Frias, etc.

E este esquema de favorecimento aos referidos veículos não é de hoje. Sai ano, entra ano, a história se repete. Tem um agravante, o “democrata” El Mercúrio, que nos últimos dias tem repetido, como O Globo, a Folha de S.Paulo ou o Estado de S. Paulo, a defesa incondicional do conservadorismo, nos anos que antecederam a desestabilização do governo constitucional de Salvador Allende no longínquo 1973 foi contemplado pela a CIA em 1,5 milhão de dólares, conforme revelam os arquivos implacáveis estadunidenses que estão acessíveis a quem quer que seja. E El Mercúrio garantia que defendia a democracia, como hoje.

Esta é a realidade, que apesar de pública, não é divulgada pela mídia hegemônica que nos últimos tempos, de forma histérica, vem denunciando “falta de liberdade de imprensa” em países onde exatamente a imprensa alternativa à grande mídia hegemônica se desenvolve e cujas verbas publicitárias estatais são distribuídas de forma mais equânime.

Pode crer o leitor, que a batalha pela democratização dos veículos de comunicação vai se intensificar, daí a importância de se aprofundar o tema.

Quando começou a discussão da implantação do sistema digital na TV brasileira, imaginava-se que os espaços que se abriam com essa revolução tecnológica seriam ampliados, não para as seis famílias de sempre, mas para entidades representativas dos mais diversos setores. Lamentavelmente, pelo menos até agora, estão prevalecendo os interesses midiáticos conservadores, tão bem representados pelo ministro das Comunicações, Helio Costa, que no fundo no fundo ainda se sente ideologicamente na TV Globo.

Em suma, mais uma vez os brasileiros estão perdendo uma oportunidade histórica de democratizar o espectro eletrônico, mas isso não significa necessariamente que a batalha esteja perdida.

Ah, sim: a importante reflexão de Rui Martins neste Direto da Redação sobre o caso da brasileira Paula Oliveira na Suíça remete também às questões aqui levantadas e que não passam por Ricardo Noblat ou Zuenir Ventura, por exemplo. Ou seja, todo espaço para as bens nascidas, que não se diferem das européias, mas silêncio absoluto em termos de nossas brasileiras de camadas menos aquinhoadas que sofrem discriminação. Mas aprofundar o tema não interessa à mídia hegemônica, que prefere refletir o senso comum e o pensamento único.

Do Vermelho

17/02/2009

Fogo Nele - Desrespeito de Josias de Souza, filho de Chocadeira

Sou casado e tenho quatro filhos, sendo três mulheres. Tenho também uma neta. Além disso, tenho mãe, o que não parece ser o caso desse infeliz desse blog abjeto..., desse empregadinho da mídia golpista, desse sujeitinho à-toa que acha que a escolha dessa manchete para uma matéria relativa a foto mostrando a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a ex-prefeita Marta Suplicy, é coisa de homem. Eu não acho.

Como filho, esposo, pai e avô, tenho, ao todo, seis bons motivos para não descer a esse ponto na guerra política, ao ponto a que desceu esse degenerado sem mãe.

Por Eduardo Guimarães

14/02/2009

O Grande Mentiroso - Em Show Rural em Cascavel, Serra nega campanha política


O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), foi recepcionado hoje, em Cascavel, por diversas lideranças tucanas do Estado do Paraná, durante a Show Rural Coopavel, um dos maiores eventos agropecuários do Brasil.

Entre os presentes estavam o prefeito de Curitiba, Beto Richa, o senador Alvaro Dias e os deputados federais Gustavo Fruet e Alfredo Kaefer, além de parlamentares estaduais. No entanto, apesar de toda a recepção, Serra negou a conotação política em sua visita ao Paraná.

Ao ser perguntando sobre a candidatura do PSDB à Presidência da República em 2010, o governador paulista respondeu que é muito cedo para tratar da questão. “Eu fui eleito para governar São Paulo e minha preocupação é sempre geral e ajudar o nosso Estado na troca de experiências com outras federações. Quem está antecipando todo esse processo é governo federal e o próprio PT. A gente tem que se debruçar para administrar bem e cumprir as responsabilidades a fim de enfrentar a crise financeira. Essa é a minha prioridade, não é a política eleitoral neste momento”, afirmou.

Por Abraão Benício

11/02/2009

A campanha eleitoral de 2010 está no ar

Diante do atual silêncio da Globo em relação à pesquisa CNT/Sensus recomendo aos interessados em analisar a cobertura das eleições de 2010 pelo Jornal Nacional, que comecem a trabalhar desde agora. Material, pelo visto, é que não vai faltar.

Começou a campanha eleitoral para 2010 na TV. E a Globo, como sempre, saiu na frente. Na semana passada, o Jornal Nacional e o Jornal da Globo ignoraram solenemente a pesquisa CNT/Sensus onde Lula aparece com 84% de aprovação, um recorde histórico. Mas claro, isso não é notícia pelos critérios jornalísticos globais. Muito menos o fato da ministra Dilma Roussef ter alcançado, pela primeira vez, a casa dos dois dígitos na pesquisa de intenção de votos para a presidência. E será assim até as eleições. O que não é nenhuma novidade. Pode-se criticar a Globo por vários motivos, menos pela falta de coerência.

Desde a última ditadura, para não termos que voltar muito na história, ela sempre esteve do mesmo lado: elitista, entreguista, conservador. Apoio aos golpistas e ao regime militar, tentativa de fraudar a vitória de Leonel Brizola ao governo do Rio em 1982, boicote às diretas-já, criação da candidatura Collor, edição fraudulenta do debate entre ele e Lula em 1989, destituição de Collor e apoio a Fernando Henrique, Serra e Alckmin nas eleições seguintes.

Sobre os primeiros casos citados, muito já se escreveu mas, como eles mesmo dizem, vale a pena ver de novo. Pelo menos alguns deles.

Por exemplo, assisti - com estes olhos que a terra... - ao Jornal Nacional de 25 de janeiro de 1984, dia do comício das Diretas Já, com cerca de 300 mil pessoas na Praça da Sé, em São Paulo, noticiado como uma festa pelo aniversário da cidade. Isso foi dito na abertura da matéria lida pelo apresentador no estúdio (na "cabeça", segundo o jargão do telejornalismo). Texto nunca mostrado pelos atuais funcionários da empresa, encarregados da revisão histórica do período, nas inúteis tentativas de negar o fato.

Ouvi, com estes ouvidos que terão o mesmo destino dos olhos, uma longa entrevista (mais de 15 minutos) na rádio Globo, em 1988, com o então desconhecido governador de Alagoas, Fernando Collor de Melo. Ele era apresentado ao País como o "caçador de marajás", assim chamados os funcionários públicos alagoanos detentores dos salários mais altos. Na mesma época, o Globo Repórter dedicava uma edição inteira ao mesmo tema. Começava então uma campanha eleitoral que teria seu ponto alto na edição caprichada do debate Collor-Lula, apresentada no Jornal Nacional, na véspera da eleição. A ordem do dono da empresa era taxativa: mostrar todas as intervenções positivas do seu candidato e tudo de ruim que ocorreu com o adversário. A edição competente virou o jogo. Eleito, Collor caiu logo em desgraça nos altos escalões do Jardim Botânico. Até novela foi feita para derrubá-lo e nunca protestos de rua, como o dos "caras-pintadas", foram tão bem vistos pela emissora.

Já ouço alguém dizendo: "lá vem ele com as teorias conspiratórias de sempre". Não respondo. Prefiro passar a palavra a dona Lily Marinho, viúva do dono das Globos, ditas no lançamento do livro Roberto e Lily, em 2005 e revelada na coluna de Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo : "O Roberto colocou ele (Fernando Collor de Mello, na Presidência) e depois tirou. Durou pouco. Ele se enganou". Nada mais a acrescentar.

Só resta perguntar: e depois? Como se comportou o jornalismo da Globo, e particularmente o seu telejornal de maior audiência nas eleições seguintes?

Para os dois pleitos presidenciais mais recentes (2002 e 2006) está na praça um livro-documento: Telejornalismo e Poder nas Eleições Presidenciais (Summus Editorial, São Paulo, 2008), de Flora Neves, professora e pesquisadora da Universidade Estadual de Londrina. Trabalho meticuloso, combinando uma exaustiva coleta de material (a gravação de 199 edições do Jornal Nacional) com uma sofisticada análise dos dados. Cuidados que levam a resultados indiscutíveis, excludentes de qualquer tipo de "achismo". Mostram como o principal telejornal do país manipulou a cobertura daquelas duas eleições contrariando até muitos teóricos e críticos da comunicação que chegaram a comemorar a imparcialidade da Globo nessas coberturas, opinião claramente desmentida pela pesquisa.

Vamos a alguns dados publicados no livro. Em 2002, no segundo turno, 66.66% das matérias eram favoráveis a Serra e apenas 20,0% a Lula. A autora conclui que, nesse período, "a cobertura se manteve na agenda dos candidatos, procurando pontuar o mesmo número de falas de Lula e Serra, mas com momentos ruins de Lula e momentos bons de Serra", mantendo a linha editorial iniciada na edição do debate Lula-Collor, acima mencionado.

Mas naquele ano Lula não foi o único alvo do Jornal Nacional. A pesquisa mostra como o noticiário da Globo se esforçou para derrubar a candidatura Ciro Gomes que ameaçava ir para o segundo turno, tirando José Serra da disputa. "O candidato do PPS recebeu valências (valoração dada às matérias: positiva, negativa e neutra) negativas durante quase todo o período da cobertura, destacando-se como homem truculento, de pavio curto, que fala o que pensa e só sabe criticar, além de estar envolvido com políticos corruptos", diz a autora.

Em 2006, chama atenção o quadro de valências referente às edições do Jornal Nacional veiculadas entre o início no horário eleitoral obrigatório no rádio e na TV e o primeiro turno das eleições. Vejam os percentuais de matérias positivas relativas aos principais candidatos:

Alckmin 68,57%; Cristovam 52,94%; Heloisa Helena 61,76% e Lula 16,43%.

É preciso dizer mais alguma coisa? São números que explicam a ida de Alckmin para o segundo turno e nos quais se insere a cobertura do famoso dossiê anti-petista, explorado à larga pelo Jornal Nacional.

Episódio também tratado no livro. Apesar do empenho, a Globo perdeu as
duas eleições, mas mantêm-se fiel aos seus princípios. Mostra com grande antecedência que estará firme na próxima campanha presidencial, sempre do mesmo lado.

As gravações analisadas pela professora Flora Neves em 2002 e 2006
começaram a ser feitas no período que antecedeu as pré-convenções partidárias, já em pleno ano eleitoral. Diante do atual silêncio da Globo em relação à pesquisa CNT/Sensus recomendo aos interessados em analisar a cobertura das eleições de 2010 pelo Jornal Nacional, que comecem a trabalhar desde agora. Material, pelo visto, é que não vai faltar.

Por Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP e da Faculdade Cásper Líbero. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” (Summus Editorial).

09/02/2009

Democracia Tucana - Aécio obriga adversário paulista a sair da toca

A briga no tucanato só se agrava. Cresce de tom e intensidade diariamente, com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), não só dando sinais de que vai disputar a prévia e mobilizar Minas e as bases do PSDB a seu favor, mas agora adotando posicionamentos que obrigam o adversário tucano, José Serra, a discutir o Brasil e um programa de governo, o que este se recusa a fazer já que não tem.

Com sua visita ao presidente Lula e as declarações diretas e claras sobre a sucessão, deixando evidente que não aceita as pesquisas como critério para decidir a candidatura tucana, o governador mineiro não só coloca uma pedra nas ilusões da cúpula do PSDB e de Serra, como se aproxima do presidente da República e de sua candidata e do PT, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef.

De quebra, andante, falante e desembaraçado, Aécio obriga Serra a sair da toca do Palácio dos Bandeirantes, descer ao plano dos mortais comuns e fazer a última coisa que o governador paulista quer na vida: discutir o Brasil, elaborar um programa de governo, dizer o que pensa da crise, apresentar sugestões.

Serra prefere se encastelar, considerar-se já o candidato oficial do PSDB a presidente, assim como os que o apóiam já o consideram eleito. Tática habitual sua, do fato consumado.

Começou, então, o jogo. Vamos ver como será o final, se por cheque-mate ou desistência. Para o país será ótimo acompanhar e ver dois governadores, dos dois mais importantes Estados do Brasil, discutindo o país e as saídas para a crise, a avaliação do governo Lula - a quem fazem oposição - e as propostas para o próximo quadriênio.

Poderemos comparar tudo isso com as do PT e de Dilma Roussef, e dos partidos que a apóiam e a apoiarão.

Com relação a coalizão PPS-DEM, aliança comprometida com o PSDB, até agora só o ex-PFL-DEM, numa declaração que mais pareceu uma trapalhada de seu presidente, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), se comprometeu com Serra.

Vamos ver se os tucanos tem a coragem democrática de fazer prévias, como teve o PT, que às vésperas da eleição de 2002 organizou uma quando o então pré-candidato Lula disputou com o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e venceu.

Por ZD

03/02/2009

Ex-prefeito de Rosário - MA, Raimundo João Pires Saldanha Neto é condenado pelo TCU

O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou Raimundo João Pires Saldanha Neto, ex-prefeito de Rosário (MA), ao pagamento de R$ 234.744,77, valor atualizado. Ele não prestou contas de recursos repassados à Prefeitura por meio de convênio com o Fundo Nacional de Saúde (FNS). A verba deveria ser destinada à compra de equipamentos e materiais hospitalares, visando o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Saldanha Neto também deverá pagar multa de R$ 5 mil.

Ele tem 15 dias para comprovar o pagamento dos valores aos cofres do FNS e do Tesouro Nacional. A cobrança judicial foi autorizada, mas cabe recurso da decisão. Cópia da documentação foi enviada à Procuradoria da República no Maranhão para as medidas cabíveis. O ministro Augusto Sherman foi o relator do processo.

Fonte: TCU

01/02/2009

PSDB ameaça tirar de Papaléo o comando regional se ele votar em Sarney

O líder do PSDB, Arthur Virgílio, vai aumentar a pressão sobre Papaléo Paes, tucano que anunciou a decisão de contrariar a bancada e votar em José Sarney. "Se ele não voltar atrás, vamos intervir no diretório do PSDB no Amapá e tirar dele o comando do partido".

Virgílio classifica como "bobagem" a esperança de Sarney, que aposta em uma rebelião dos tucanos hoje à noite, no encontro da bancada, que acontecerá na casa de Marconi Perillo. Jura que os tucanos estão fechados e aposta. "Tião Viana terá mais votos no PMDB que Sarney no PSDB".

Do blog do Krieger

25/01/2009

DENÚNCIA - COMPROVADA ATUAÇÃO DE MÍDIA POLÍTICA NO BRASIL

22/01/2009

MATÉRIA OU OPINIÃO PAGA - JOGO DUPLO DE PARTE DA IMPRENSA


Nos últimos dias testemunhamos diarimente parte da imprensa brasileira defendedo a baixa dos juros.

Este foi o possicionamento que mantiveram ou disfarçaram manter em favor dos consumidores no ultimos tempos, e pasmem, agora no momento em que a vontade do Governo, da própria mídia e do consumidor prevalecem - conseguindo a desejada redução dos juros, como quem troca de camisa já mudaram de opinião.

O Governo fez uma reunião com os bancos estatais visando como devem repassar para os consumidores brasilerios a baixa dos juros, e agora para não admitir o crédito do Governo vemos parte de uma mídia mercenária disser que o Governo esta C-O-N-S-T-R-A-N-G-E-N-D-O os bancos privados a também baixarem os juros.

Tudo bem que de constrangimento eles muito entendem, mas uma coisa é certa, esta estranha contradição da imprensa, bem claramente, traz no seu bojo o que só pode tratar-se de matéria, ou pior, de opinião paga.

Do blog

18/01/2009

CARTA CONFIRMA PERSEGUIÇÃO POLÍTICA A CESARE BATTISTI


Em carta, ex-presidente italiano, Francesco Cosiga admitiu perseguição política a Cesare Battisti.

14/01/2009

Por onde andavam nas Privatizações Tucanas - DEM quer explicações da compra do Votorantim

O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), protocolou nesta quarta-feira (14) requerimento para que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, venha ao Congresso explicar a compra de parte do Banco Votorantim pelo Banco do Brasil. A operação, anunciada na semana passada, envolve o controle de 50% do capital social por parte da instituição pública e é avaliada em quase R$ 5 bilhões.

Rodrigo Maia tem pressa para ouvir as explicações de Mantega. O requerimento é para que o ministro compareça ao Congresso ainda no recesso parlamentar, para ser questionado pela Comissão Representativa de deputados e senadores.

Para Maia, a operação deveria ser mais transparente. "A sociedade precisa saber por que o governo está colocando tanto dinheiro num banco privado, por que o governo não aprofunda o alívio fiscal à sociedade brasileira diretamente, à classe média, como fez de forma tímida em relação ao Imposto de Renda", afirmou.


"Justificativa"


O governo alega que o objetivo da compra do Banco Votorantim foi fortalecer a atuação do Banco do Brasil no financiamento a veículos,
mercado em que aquele banco privado atua com destaque. O crédito para a compra de carros foi fortemente afetado pela crise internacional.

Na sexta-feira (9), ao explicar a operação, Guido Mantega disse que o governo quer aumentar o financiamento principalmente para veículos usados. "Isso é muito importante neste momento em que nós queremos recuperar o nível de atividade, de consumo, de venda, nessa área muito importante da economia brasileira", ressaltou.

Já o deputado Rodrigo Maia critica o fato de o governo querer estimular a população a gastar, enquanto, segundo ele, em muitos países a preocupação diante da crise financeira é economizar.

São estas coisas que dão nojo nestes políticos profissionais. Posso concluir então que foram omissos ao não contestarem as privatizações tucanas. Ainda há tempo.

Blog com Agência Câmara

12/01/2009

NOS BLOGS - DISFARÇATEZ, DOR DE COTOVELO OU OS DOIS?

Ao entrevistar Lula para sua mais recente edição, a revista Piauí deveria ter cobrado dele que desenvolvesse melhor alguns dos conceitos que defendeu ou afirmações que fez.

Esta, por exemplo: "Não gosto de ser fonte porque eu acho que você estabelece uma relação promíscua com o jornalista, com o jornal, com a revista, com a televisão."

Há fontes que dão informações a jornalistas porque compreendem a natureza do seu trabalho - informar com correção ao distinto público. Nada cobram em troca - nem mesmo um tratamento privilegiado.

Tais fontes são raras, é verdade. Esbarrei em algumas ao longo de 42 anos de jornalismo.

O ex-ministro da Indústria e Comércio do governo Sarney, o empresário Roberto Gusmão, foi uma delas. O ex-senador Jarbas Passarinho, outra.

Antes de assumir a presidência da República, Fernando Henrique Cardoso foi uma fonte preciosa de muitos jornalistas. Nem por isso chiava quando era criticado por eles.

A maioria das fontes repassa informação esperando em troca algum tipo de proteção do jornalista. Ou então que o jornalista embarque sem cuidado na informação que lhe foi oferecida.

Aí poderá se estabelecer, sim, uma relação promíscua entre o jornalista e a fonte. Aí a "veracidade" da informação quase sempre é a primeira vítima.

Tudo depende do jornalista. Do seu maior ou menor grau de honestidade. Da sua experiência ou da falta dela.

Durante o regime militar de 64, Antonio Carlos Magalhães foi uma notável fonte de informações para alguns jornalistas nos quais confiava. Em compensação cobrava deles proteção. E obteve.

O jornalismo econômico lida com números, realidades concretas, embora também sujeitas a interpretações. Imagino que praticá-lo seja menos arriscado.

É essencialmente pantanoso o terreno do jornalismo político.

A política é feita com palavras, gestos e sutileza muitas vezes.

As palavras são traiçoeiras. Nada mais fácil do que dar o dito pelo não dito ou o dito por incompreendido.

Gestos costumam produzir fatos. Mas um fato consumado pode ser revogado por um fato novo.

Lula acostumou-se em ser notícia desde seu tempo de líder sindical. Nunca precisou ser fonte para agradar jornalistas e conseguir virar notícia mais tarde.

A opinião que tem do jornalismo e dos jornalistas é tosca, primária. Não deve ter lido um único livro a respeito do assunto. É dono de uma excepcional inteligência. E um intuitivo por natureza.

Repete que nunca pediu a ninguém para escrever a seu favor. E que não seria o que é se não existisse a imprensa.

Mas uma vez deixou escapar quase sem querer quanto o jornalismo livre e, por livre, crítico, lhe é incômodo. Foi quando disse que gosta mais de propaganda do que de notícia.

Talvez tenha dito o que a maioria dos políticos pensa, mas guarda para si.

Do Blog de Noblat

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- DINASTIAS MIDÁTICAS-

- DINASTIAS MIDÁTICAS-
Na imprensa brasileira mandam as dinastias estamentais. Os pais proprietários entregam a direção dos jornais, das revistas, das rádios e das televisões – das suas empresas – aos seus filhos, que repassam para os netos, perseverando todos no direito que se auto-atribuíram de decidir quem é e quem não é democrático, quem fala e quem não fala em nome da nação!

Assim tem sido ao longo de toda a história da imprensa no Brasil. No momento mais decisivo da história do século XX, em 1964, essas dinastias pregaram e apoiaram o golpe militar, assim como a instalação de uma longa ditadura, que mudou decisivamente os rumos do nosso país. Enquanto os militares intervinham nos poderes Judiciário e Legislativo, enquanto suspendiam todas as garantias constitucionais, enquanto fechavam todos órgãos de imprensa que discordaram do golpe e da ditadura, enquanto a maior repressão da nossa história recente se abatia sobre milhares de brasileiros presos, torturados, exilados e mortos, enquanto isso, as dinastias da imprensa mercantil se calaram sobre a repressão e apoiaram o regime militar!

Eram estes mesmos Mesquitas, Frias, Marinhos, Civitas, estes mesmos que transmitem por herança – como se fosse um bem privado – seu poder dinástico, transferindo-o para os seus filhos e netos. Os júlios, os otávios, os robertos, os victor, vão se sucedendo uns aos outros, a dinastia vai se perpetuando. Que se danem a democracia e o país, mas que se salvem as dinastias!

Mas, hoje, elas estão vendo seu poder se esvaindo pelos dedos. Conta-se que um desses herdeiros, rodando em torno da mesa da reunião do conselho editorial, herdada do pai, esbravejava irado: “onde foi que nós erramos? onde erramos?”. Estava desesperado porque a operação “mensalão” não conseguiu derrubar Lula elegendo o tucano, da sua preferência.

Se ele tivesse olhado os gráficos escondidos na sua sala, teria visto que, nos últimos dez anos, as tiragens dos jornais despencaram. A Folha de São Paulo, por exemplo, que é um dos de maior tiragem, perdeu em 10 anos, de 1997 a 2007, quase cinqüenta por cento dos seus leitores! Depois de quase ter atingido 600 mil leitores, vai fechar o ano de 2008 com menos de 300 mil! Uma queda ainda mais grave se considerarmos que, nesse período, houve crescimento demográfico, aumento do poder aquisitivo, maior interesse pela informação e elevação do índice de escolaridade dos brasileiros.

Os leitores deste jornal de direita estão entre os mais ricos da população. Noventa por cento dos seus menos de 300 mil exemplares são destinados aos leitores das classes A e B, as mesmas que não atingem dezoito por cento da população brasileira. Em outros termos, nove entre cada dez leitores do jornal pertencem aos setores de maior poder aquisitivo e suas condições de vida estão a léguas de distância das do nosso povo – esse povo que gosta do programa bolsa família, dos territórios de cidadania, da eletrificação rural, dos mini-créditos, do aumento real do salário mínimo, da elevação do emprego formal, etc.

A última e mais recente pesquisa sobre o apoio ao governo Lula, que a imprensa dinástica procurou esconder, realizada pela Sensus, revela que Lula é rejeitado por apenas treze por cento dos brasileiros! É essa ínfima minoria, cinco vezes menor do que aquela dos que apóiam o governo Lula, que povoa os editoriais dessa imprensa, suas colunas, seus painéis de cartas dos leitores! Esse é o índice da influência real que a mídia mercantil – juntando televisão, rádio, jornais, revistas, internets, blogs – tem! Apesar de todos os instrumentos monopólicos de que dispõem, apesar das campanhas diárias para dominar a opinião pública, não conseguem nada além desse pífio resultado dos treze por cento que representam!

As dinastias podem continuar a ter filhos, netos e bisnetos, mas é possível que já não dirijam jornais. Esta pode ser a última geração de jornalistas dinásticos que, talvez exatamente por isso, revelam diariamente o desespero da sua impotência, assumindo o mesmo papel que ocuparam nos anos prévios a 1964. É o mesmo desespero da direita diante da popularidade de um Getúlio e do governo Jango. Nos dois casos, só lhes restou apelar à intervenção das Forças Armadas e dos EUA, estes mesmos EUA que nunca fizeram autocrítica, nem desta nem de qualquer outra das suas intervenções contrárias à democracia da qual pretendem ser os arautos! Depois de terem pedido e apoiado o golpe militar, porque ainda acreditam que podem dizer quem é democrático e quem não é?

Por Emir Sader